• 26 de março de 2026
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POLÍTICA

José Riva volta ao centro do poder e articula uso do PL para impulsionar Janaína Riva ao Senado em Mato Grosso

Ex-deputado assume protagonismo nos bastidores, conecta Wellington Fagundes ao projeto eleitoral e provoca reação dentro do próprio partido
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A disputa eleitoral em Mato Grosso ganhou um protagonista conhecido e controverso. O ex-deputado estadual José Riva voltou ao centro das articulações políticas e passou a atuar diretamente na construção de um cenário que conecta a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes, do PL, ao governo do Estado com o projeto eleitoral da deputada estadual Janaína Riva, do MDB, ao Senado.

O movimento não passa despercebido. José Riva carrega um dos históricos mais marcantes da política mato-grossense, com passagens por investigações, condenações e confissões em processos relacionados a desvios milionários na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ainda assim, mantém influência e, agora, retoma protagonismo na definição de alianças estratégicas.

Nos bastidores, a leitura é de que Riva atua como principal articulador desse arranjo político. Lideranças tratam o ex-deputado como o responsável por alinhar interesses e estruturar um cenário em que a candidatura de Wellington Fagundes serve de base para impulsionar Janaína Riva na disputa ao Senado.

A estratégia desenhada amplia o alcance da aliança entre PL e MDB, mas também escancara divisões internas dentro do próprio Partido Liberal. O modelo proposto prevê Wellington Fagundes na disputa ao governo, enquanto o MDB avança com força na corrida pela vaga no Senado, consolidando uma composição que mistura interesses políticos e articulação de bastidor.

O vínculo entre José Riva e Wellington Fagundes também tem componente pessoal. Ambos são compadres, o que reforça a proximidade entre os grupos e amplia a leitura de que a construção política está diretamente ligada a relações familiares e de confiança.

É nesse ponto que o conflito interno se intensifica. A ala bolsonarista do PL em Mato Grosso, alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, e representada por lideranças como o deputado federal José Medeiros, do PL, e o empresário Odílio Balbinotti, rejeita a presença de José Riva nas articulações e não admite que o partido seja utilizado para viabilizar a candidatura de Janaína Riva.

Nos bastidores, a resistência é considerada total. Esse grupo defende um caminho distinto, com apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta para o governo do Estado e ao governador Mauro Mendes, do União Brasil, na disputa ao Senado, sem abertura para alianças que envolvam o grupo político ligado a Riva.

A entrada do ex-deputado altera o peso da disputa não apenas pela experiência acumulada, mas pelo modelo de articulação que representa. Trata-se de uma atuação centrada nos bastidores, com construção silenciosa e movimentos estratégicos que reposicionam peças no tabuleiro político.

Dentro do PL, cresce a percepção de que a candidatura de Wellington Fagundes pode estar inserida em um projeto mais amplo, conduzido fora do eixo central de decisões do partido. A dúvida que passa a circular entre lideranças é sobre quem, de fato, detém o comando da estratégia eleitoral.

Com José Riva novamente no centro das articulações, o cenário político em Mato Grosso passa a refletir o retorno de um estilo de atuação marcado pela influência nos bastidores, capaz de moldar alianças e definir rumos eleitorais antes mesmo do início oficial da campanha.

Redação – Chico Oliveira

Fotográfia – Reprodução/TVCA

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