• 21 de março de 2026
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POLÍTICA

PL tenta sustentar discurso de unidade, mas racha interno expõe fragilidade de Wellington Fagundes em Mato Grosso

Falas de Ananias Martins endurecem tom contra Otaviano Pivetta, mas bastidores indicam perda de força do senador e avanço de debandada em seu grupo político
Foto: Reprodução

A tentativa de demonstrar força e unidade dentro do Partido Liberal em Mato Grosso acabou expondo, na prática, o momento de fragilidade vivido pelo projeto do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo do Estado. Em declaração recente, o presidente estadual da sigla, Ananias Martins, reagiu com dureza às articulações do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e tratou como irreversível o apoio do partido ao senador.

“Só Deus tira esse apoio”, disparou Ananias, ao comentar os movimentos de bastidores que indicam uma possível aproximação de Pivetta com setores do PL.

A fala, no entanto, vem na contramão de um cenário político cada vez mais instável para o grupo liderado por Wellington Fagundes (PL). Nos últimos meses, a base do senador sofreu baixas relevantes, com a saída do deputado federal Emanuelzinho, que deixou o MDB e migrou para o PSD, e do deputado federal Juarez Costa, que também deixou o MDB para se filiar ao Republicanos — legenda diretamente alinhada ao projeto de Otaviano Pivetta (Republicanos).

O esvaziamento não se restringe às mudanças partidárias. Nos bastidores, cresce a percepção de que o grupo político que sustentava a candidatura de Wellington começa a se fragmentar de forma acelerada, com possibilidade real de novas deserções, inclusive de parlamentares com mandato que já avaliam migrar para o campo adversário.

Outro fator que amplia a instabilidade é o impacto direto dentro do MDB, tradicional aliado do senador. A necessidade de reorganização da chapa tem provocado movimentos internos delicados, como a pressão para que a deputada estadual Janaína Riva articule a candidatura da própria irmã à Câmara Federal. A mudança altera completamente o desenho eleitoral do partido, enfraquecendo o papel de Janaína como principal puxadora de votos na chapa estadual e criando um efeito dominó que compromete o desempenho global da sigla.

Enquanto isso, o próprio PL vive uma divisão evidente em Mato Grosso. De um lado, o grupo ligado diretamente a Wellington Fagundes (PL); de outro, a ala bolsonarista do partido, que não demonstra disposição em seguir o senador. Esse segmento é liderado pelo deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado, e conta com apoio de lideranças importantes da direita no estado.

Nos bastidores, a leitura é clara: essa ala já não considera a candidatura de Wellington como viável e tende a se alinhar ao projeto de Otaviano Pivetta (Republicanos). A decisão de Medeiros e seu grupo de não apoiar o senador reforça a tese de que o PL estadual está longe de apresentar a unidade defendida publicamente por Ananias Martins.

A insistência no discurso de coesão, diante de um cenário de perdas sucessivas e divergências internas, tem sido interpretada como sinal de tensão crescente dentro do partido. Na prática, o que se observa é um movimento de isolamento político progressivo do senador, enquanto o campo adversário se fortalece com adesões estratégicas.

No tabuleiro político de Mato Grosso, o jogo começa a ganhar contornos mais definidos. E, ao que tudo indica, o projeto de Wellington Fagundes, que já foi tratado como competitivo, enfrenta um processo acelerado de desgaste — com aliados deixando o campo e o grupo de Otaviano Pivetta (Republicanos) ampliando espaço e consolidando musculatura política para a disputa que se aproxima.

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