• 18 de março de 2026
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POLÍTICA

Audiência sobre a CODER em Rondonópolis expõe embate político e termina sem solução para trabalhadores

Debate é marcado por críticas, presença de ex-gestores e ausência de propostas concretas diante da crise da companhia
Foto: Reprodução

A audiência pública convocada para discutir a situação da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (CODER), que tinha como expectativa apontar caminhos para enfrentar a crise financeira da empresa, terminou sem apresentar qualquer medida concreta. O encontro acabou dominado por discursos políticos, trocas de acusações e pouca efetividade diante da gravidade do cenário enfrentado por servidores e pela própria estrutura da companhia.

Ao longo da audiência, o que se viu foi uma sequência de manifestações críticas, muitas delas carregadas de viés político, mas sem a apresentação de soluções objetivas para o passivo milionário acumulado pela empresa ou para a insegurança enfrentada pelos trabalhadores. A falta de encaminhamentos práticos reforçou a percepção de esvaziamento técnico do debate.

Chamou atenção a presença de figuras diretamente ligadas à trajetória recente da CODER, especialmente em períodos em que a dívida da companhia avançou. Entre elas, o ex-prefeito Zé do Pátio, cuja gestão é frequentemente apontada nos bastidores como responsável por um dos momentos de maior crescimento do passivo da empresa, além do ex-presidente Argemiro, que também esteve à frente da condução da companhia em fases críticas.

A participação desses nomes ampliou o tom político da audiência. Na prática, personagens que integraram a estrutura administrativa durante a formação do problema ocuparam espaço central no debate para criticar a situação atual, sem, no entanto, apresentar alternativas viáveis para reverter o quadro.

O ambiente evidenciou um distanciamento entre o discurso e a realidade enfrentada pelos trabalhadores da CODER, que seguem sem respostas claras sobre salários, estabilidade e futuro da empresa. Enquanto isso, o debate público parece caminhar para um campo cada vez mais eleitoral, onde a crise da companhia passa a ser utilizada como ferramenta de desgaste político.

Sem deliberações concretas ao final da audiência, o sentimento predominante foi de frustração. Muito se falou, pouco se encaminhou — e a crise da CODER permanece sem solução, alimentando um cenário que exige responsabilidade administrativa, mas segue sendo tratado, por parte dos opositores, como palanque.

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