• 27 de fevereiro de 2026
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POLÍTICA

Anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro reforçam plano de 2026 em MT: foco é eleger José Medeiros ao Senado e repetir palanque de 2022

Rascunho vazado após coletiva em Brasília não cita Wellington Fagundes ao Governo e aponta manutenção da estratégia com Piveta no Executivo e Mauro Mendes na segunda vaga ao Senado
Foto: Reprodução

O vazamento das anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), registradas por fotógrafos após uma coletiva em Brasília, jogou luz sobre o que realmente está sendo desenhado para Mato Grosso em 2026 — e o papel manuscrito diz mais do que os discursos formais.

Embora Flávio tenha afirmado publicamente nesta semana que o senador Wellington Fagundes (PL) é pré-candidato ao Governo do Estado, o nome de Wellington simplesmente não aparece no rascunho divulgado pela imprensa. A ausência não passou despercebida nos bastidores.

O que aparece, na prática, é a manutenção do projeto que já vinha sendo tratado nos círculos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro: repetir o palanque de 2022, com Otaviano Piveta (Republicanos) ao Governo e duas candidaturas ao Senado alinhadas ao bolsonarismo.

O foco central do PL não é o Governo — é o Senado. O projeto prioritário é eleger José Medeiros (PL) senador da República. Bolsonaro quer ampliar a bancada de senadores ideologicamente alinhados e, nesse desenho, Medeiros é peça-chave.

Ao lado dele, a estratégia prevê Mauro Mendes (União Brasil) na segunda vaga ao Senado. Mauro deve deixar o Governo dentro do prazo legal para disputar a eleição, abrindo espaço para que Piveta assuma definitivamente o comando do Estado no dia 30 de março e entre na corrida como governador no exercício do cargo — condição politicamente estratégica.

O roteiro é claro: Piveta ao Governo, José Medeiros ao Senado como prioridade do PL, e Mauro Mendes compondo a segunda vaga. É a reedição da engenharia eleitoral que deu certo em 2022, quando Wellington Fagundes foi reeleito senador no palanque de Bolsonaro.

As anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro não são deliberação formal, mas funcionam como fotografia dos bastidores. E, nos bastidores, o que se lê é que o bolsonarismo em Mato Grosso já tem um plano desenhado — e ele não passa, neste momento, pela candidatura de Wellington ao Executivo estadual.

A divergência entre o que foi dito na coletiva e o que está escrito no papel revela a disputa interna típica de ano pré-eleitoral: discurso público para manter portas abertas; estratégia real sendo montada em paralelo.

Para Bolsonaro, a prioridade é ampliar a força no Senado. Governador é importante, mas senador decide pauta nacional, trava Supremo, sustenta impeachment, influencia agenda. É essa conta que está sendo feita.

Se o plano será mantido até as convenções, ainda é cedo para afirmar. Política não é estática. Mas, pelo que está escrito no rascunho vazado, o eixo da direita em Mato Grosso para 2026 está mais próximo de Piveta no Governo e José Medeiros no Senado — com Mauro Mendes fechando a equação — do que qualquer outro arranjo alternativo.

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