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NO PARLAMENTO


Rotativo admite dívida e deve continuar gerindo estacionamento pago no centro

A empresa também admitiu falhas na prestação do serviço e demonstrou que não pretende abrir mão do contrato

| Por Denilson Paredes

Uma representante da empresa Rotativo Rondon, responsável pela administração do estacionamento pago na região central de Rondonópolis, esteve na Ordem do Dia da Câmara Municipal dessa terça-feira (21) e conversou com os vereadores a respeito da dívida milionária que a empresa tem com a prefeitura, admitiu falhas na prestação do serviço e demonstrou que não pretende abrir mão do contrato. A empresa foi representada pela sua assessora jurídica Lis Brito.

A reunião com a representante do Rotativo Rondon foi durante a Ordem do Dia, na Câmara Municipal – Foto Divulgação

Segundo o vereador Reginaldo Santos (SD), a representante da empresa veio à cidade para conversar com o parlamentar, que tem questionado a dívida milionária, em torno de R$ 2,5 milhões, que a empresa tem com a prefeitura e a qualidade dos serviços prestados pelo Rotativo Rondon, propondo inclusive que a prefeitura retome para si o serviço. “Mas achamos melhor fazer isso na Ordem do Dia, na presença dos demais vereadores e da imprensa. E eu reafirmei lá tudo que tenho falado. Ela, em resumo, reconhece a dívida com o valor da Outorga e do ISSQN atrasados, mas não nos valores que apuramos”, explicou.

No entendimento da representante da empresa, os valores não chegariam aos valores apurados pelo vereador porque ao invés de uma dívida equivalente a 7 anos de exploração do estacionamento pago na cidade, o Rotativo teria explorado efetivamente apenas 5 anos e meio. E teria havido também uma suspensão dos serviços pelo período de 45 dias ainda na administração do ex-prefeito Percival Muniz e a suspensão do pagamento da taxa de Outorga pelo período de um ano. “Outra reclamação deles é de que o espaço da antiga rodoviária está sendo usado pelas pessoas como estacionamento, sem pagar nada para eles, e eles estão se sentindo prejudicados”, completou Reginaldo Santos.

O Rotativo também se queixa da inadimplência dos usuários, que chega a 40% nos cálculos da empresa, e que a Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Setrat) não estaria lançando os valores devidos na placa dos veículos, para que a empresa possa receber os valores.

Ainda assim, a empresa demonstrou interesse em continuar tocando o serviço e devem ser agendadas nos próximos dias reuniões entre representantes do Legislativo, da Setrat e da empresa para tratarem dos valores devidos e da melhora na prestação dos serviços.

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