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Senadores de MT assinam CPI pra investigar Bolsonaro, governadores e prefeitos

| Por Da Redação NMT com GD
Fagundes, porém, acha que não seria agora o melhor momento, Fávaro comemora o desfoque de Bolsonaro para não virar "politicagem" e Jayme diz que "quem não deve, não teme..." Foto - Reprodução

Os três senadores de Mato Grosso assinaram o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar possíveis irregularidades cometidos pelo Governo Federal, governadores e prefeitos durante a pandemia da covid-19.

Carlos Fávaro (PSD), Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (DEM) seguem o entendimento celebrado, na última quinta-feira (8), do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que determinou em uma decisão liminar (provisória) a instalação da CPI.

Todavia, a decisão de Barroso restringia-se a um pedido celebrado pelo senador Randolfe Rodrigues (REDE), um dos mais vorazes críticos do Governo Bolsonaro. Temendo uma politização da CPI e até antecipação do debate do pleito presidencial do ano que vem, o Senado se mexeu e incluiu governadores e prefeitos no alvo das investigações.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), decidiu acatar manifestação do senador Eduardo Girão (PODEMOS), que argumentou a necessidade de vistoriar tanto o que gestores por todo o país fizeram com as verbas federais enviadas desde o primeiro semestre do ano passado.

Jayme Campos, que é presidente do Conselho de Ética do Senado, afirma que assinou o pedido de abertura na semana passada. No entanto, o nome do parlamentar ainda não consta na relação divulgada pela imprensa.

“Já assinei na semana passada, tem que investigar mesmo. Acho que quem não deve, não teme, não é mesmo? Não dá para imaginar o que vai ser daqui para frente e o resultado que os trabalhos vão dar”, apontou.

Carlos Fávaro, que foi o primeiro a se posicionar favorável, disse que a investigação de forma ampliada evita que a CPI seja utilizada de forma “poliqueira”. “Havia um grande risco de que esta CPI se tornasse um palanque, visando às eleições de 2022. Com a ampliação do escopo da apuração, vamos ter a oportunidade de um trabalho sério”, analisou.

Fagundes acompanhou os posicionamentos, no entanto, defendeu que a CPI deveria acontecer em outro momento. “Continuo acreditando que este não é o melhor momento para uma CPI, pois precisamos nos dedicar neste momento a combater a pandemia de maneira unida, mas existe uma decisão judicial a ser cumprida para a criação da CPI da covid-19. Portanto, ao meu ver, tem que se apurar todas as suspeitas de improbidade no país, seja em âmbito federal, quanto estadual e municipal”, finalizou.

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