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Com polícia na porta, funcionários são impedidos de entrar na Santa Casa


| Fonte: Olhar Direto

Funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá foram impedidos pela Polícia Militar de entrar na unidade, na manhã desta sexta-feira (3), por conta de uma auditoria feita pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. A assessoria de imprensa da Pasta afirmou que como o prédio não está em funcionamento, o estabelecimento segue fechado.

 

Uma força-tarefa que contou com o secretário de Saúde, a Auditoria Geral do Sistema Único de Saúde (SUS) e a Controladoria Geral do Estado (CGE) foi montada para avaliar as condições de estrutura do prédio. Depois disso, será feito um inventário com as informações levantadas. Os funcionários reclamaram que ficaram sob a chuva, ao lado de fora do prédio.

Na tarde de quinta-feira (2), o governador Mauro Mendes (DEM) anunciou que o Estado iria gerir a Santa Casa,  que está fechada desde março deste ano, por conta de problemas financeiros. Este deve ser o último passo para que sejam destravados os R$ 7 milhões aportados pela prefeitura e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que serão utilizados para pagamento de salários atrasados.

Para ‘salvar’ a Santa Casa, o governo fará a requisição administrativa de bens e serviços, que é uma espécie de intervenção na unidade de saúde. A medida é tomada nos casos em que há ameaça ou solução de continuidade dos serviços de saúde. Como é uma entidade privada, a empresa receberá uma indenização por parte do Executivo.

Em razão da requisição administrativa da unidade hospitalar, o Estado assume todo o controle do estabelecimento e de seus equipamentos de forma emergencial e temporária, com o objetivo de assegurar o atendimento de média e alta complexidade aos usuários do Sus.

“A partir de hoje, estamos tomando a posse física deste hospital. Temos uma equipe da Secretaria de Saúde já dentro da Santa Casa realizando as adequações. Na medida do possível, vamos trabalhar para que ela seja reaberta o quanto antes. Ainda não vamos dar prazo, porque existem questões higienização, contratação de funcionários, entre outros”, disse o governador Mauro Mendes.

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