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Ostracismo

Renovação iminente na Câmara de Rondonópolis faz vereadores pularem que nem pipoca


Geralmente os vereadores costumam aumentar as "andanças" atrás de aparecerem mais e usar do esquecimento do povo para mostrar uma postura que em regra acabou-se esquecendo nos três primeiros anos.
| Fonte: Chico Oliveira

As eleições de 2020 estão cada dia mais presentes nas rodas de conversas em Rondonópolis e o fraco desempenho de muitos vereadores, por incapacidade ou por desleixo no mandato, levaram as opiniões populares a uma realidade quase unânime por uma avaliação negativa do que acontece no legislativo local.

Diante disso e do que ocorreu nas urnas em 2018, a expectativa é de uma renovação muito grande no pleito do ano que vem. Uma prova disso é que existem vereadores que, após mais de três anos de trabalho, não são conhecidos da grande maioria do público, ou seja, o trabalho não apareceu.

De fato, existe uma crítica do povo contra toda classe política e para fugir disso somente a busca de uma destaque solitário, como fez Thiago Silva (MDB), que virou deputado estadual. Quem teima pelas velhas práticas e não age de acordo a driblar a inércia do sistema e se entrega à sua morosidade, bem como não exerce a fiscalização do trabalho do Executivo de maneira rotineira, para a maioria dos olhos que o vêm não tem sentido de continuar.

A grande maioria das proposituras apresentadas são meramente indicações, ou seja, um documento sem qualquer validade jurídica que solicita ao prefeito e secretários que resolvam determinado problema. Na maioria das vezes, segundo o que acompanha a imprensa, são tapas buracos, substituição de lâmpadas queimadas e a roçagem de terrenos, que muitas vezes são já estão inseridos no próprio calendário de trabalho da Coder e os nobres vereadores correm para as redes sociais afirmarem que foi um trabalho “incansável” de sua parte em favor daquela comunidade.

Muitos analistas refletem a insatisfação popular e avaliam como vergonhosa a atuação da maioria dos vereadores. O retrato da falta da credibilidade é visto no fato de que, na maioria das vezes, os legisladores municipais sequer são convidados para eventos públicos no Município. Nas últimas eleições, existiu uma renovação considerável, contudo, muito abaixo do que se espera para agora, onde pouquíssimos devem escapar da guilhotina.

Aos milhares de leitores que nos acompanham, é só parar e em um exercício individual tentar lembrar dos 21 vereadores da Casa de Leis. Na dificuldade de se finalizar este exercício, será por óbvio concluir que esse sintoma de indiferença mostra que a coisa anda meio morna por lá, com exceção de alguns que fatalmente serão lembrados e justamente estes têm boas chances de permanecer.

Individualmente, cada vereador tem na ponta da língua diversas desculpas e fatos que atrapalharam seu trabalho, bem como pontuam ações de sua parte que nunca foram levadas ao conhecimento do grande público. Alguns atribuem culpa a terceiros, desde a imprensa até na própria mãe, mas principalmente no Executivo por não ter conseguido fazer mais. A verdade é que convencer o povo que em conceder mais quatro anos está uma tarefa cada dia mais difícil e é bom que assim o seja.

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