Detento que cumpre pena no semiaberto em Rondonópolis é denunciado por perseguir ex em Primavera
Homem condenado a 32 anos de prisão teria usado perfil falso nas redes sociais para manter contato com a vítima, que procurou a polícia e pediu medida protetiva Foto: Foto Ilustrativa
Uma mulher de 42 anos procurou a Polícia Militar após suspeitar que o ex-companheiro estaria utilizando um perfil falso nas redes sociais para manter contato com ela. O caso foi registrado na manhã de quarta-feira (9), no bairro Guterrez, em Primavera do Leste.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que manteve um relacionamento de aproximadamente seis anos com o suspeito e teve três filhos com ele. Conforme o relato, a relação teria sido marcada por episódios de violência doméstica.
A mulher contou ainda que, em 2022, tomou conhecimento de abusos que o então companheiro teria praticado contra a filha dela, que tinha 13 anos na época. Após o caso, ela solicitou medida protetiva. De acordo com o registro policial, o homem posteriormente foi condenado a 32 anos de prisão e atualmente cumpre pena no regime semiaberto.
Ainda conforme a ocorrência, cerca de quatro dias antes do registro policial, um perfil com nome de outra pessoa começou a manter contato com a vítima pelo Facebook. Inicialmente, ela não sabia quem estava por trás da conta.
Na manhã de quarta-feira, após uma conversa, a mulher recebeu uma fotografia que foi apagada logo em seguida. Antes da exclusão, porém, ela conseguiu fazer uma captura de tela e reconheceu o ex-companheiro.
Após ser identificado, segundo a vítima, o homem teria continuado a conversa, perguntado sobre ela e os filhos e depois bloqueado o perfil.
A mulher informou à PM que o ex-companheiro estaria em regime semiaberto, saindo durante o dia para trabalhar e retornando à noite para a unidade prisional em Rondonópolis. Ela afirmou temer pela própria vida diante do histórico atribuído ao suspeito.
A ocorrência foi registrada como perseguição, no contexto de violência doméstica. A vítima foi orientada a procurar a Delegacia da Mulher para solicitar nova medida protetiva.





