• 3 de setembro de 2026
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OPERAÇÃO ROTA FANTASMA

Polícia Civil mira grupo suspeito de obter veículos em locadoras e levá-los para a Bolívia

Investigação aponta uso de documentos de terceiros, retirada de rastreadores, troca de placas e adulteração de sinais identificadores
Foto: Reprodução

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (3), a Operação Rota Fantasma para cumprir nove ordens judiciais contra integrantes de um grupo investigado por obter veículos de forma fraudulenta em locadoras e transportá-los até a região de fronteira com a Bolívia.

Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Paranatinga e começou após uma Fiat Strada, avaliada em aproximadamente R$ 91 mil, ser retirada de uma locadora do município mediante o uso de documentos pertencentes a outra pessoa.

O veículo não foi devolvido e, durante as apurações, os investigadores constataram que o automóvel havia deixado o Brasil. A última localização registrada foi na Bolívia.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou indícios de que o caso não seria isolado. Outros veículos teriam sido obtidos de maneira semelhante em diferentes cidades, com utilização de documentos de terceiros e meios de pagamento vinculados a outros integrantes do grupo.

Após a retirada das locadoras, os automóveis eram rapidamente levados para outras localidades. Segundo a investigação, os veículos percorriam cidades do interior de Mato Grosso e outros estados até chegarem à região de fronteira.

Em alguns casos, a Polícia Civil encontrou indícios de retirada de rastreadores, troca de placas e adulteração dos sinais identificadores dos veículos. Pessoas também teriam sido contratadas para fazer o transporte dos automóveis até a fronteira com a Bolívia.

A apuração aponta que os investigados desempenhavam diferentes funções no esquema, desde a obtenção dos veículos e financiamento das operações até o apoio logístico, intermediação e transporte.

O nome “Rota Fantasma” faz referência ao caminho percorrido pelos veículos após a obtenção fraudulenta. Segundo a Polícia Civil, os automóveis passavam rapidamente por diferentes cidades e estados, enquanto eram adotadas medidas para dificultar o rastreamento, até desaparecerem em direção à fronteira boliviana.

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