Prazo para cadastro de lavouras de soja termina neste domingo em Mato Grosso
Registro no Indea-MT é obrigatório, evita multas e é base do controle sanitário contra pragas como a ferrugem asiática Foto: Reprodução
Os sojicultores de Mato Grosso têm até este domingo, 15 de fevereiro, para regularizar o cadastro das unidades de produção junto ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT). O procedimento é obrigatório e pode ser feito de forma digital, pelo Sistema de Defesa Sanitária Vegetal (Sisdev), ou presencialmente em uma das 141 unidades físicas do órgão espalhadas pelo estado.
Para concluir o registro, o produtor precisa informar dados estratégicos da safra, como localização geográfica exata da área, quantidade de hectares plantados e variedade da semente utilizada. Essas informações são utilizadas pelo Estado no monitoramento fitossanitário, planejamento agrícola e no combate a pragas que ameaçam a produção, com destaque para a ferrugem asiática, uma das principais doenças da soja.
Até o dia 26 de janeiro, o Indea-MT havia registrado 8.175 unidades de produção, somando cerca de sete milhões de hectares declarados por 4.697 produtores. O volume, no entanto, ainda está abaixo do consolidado da safra 2024/25, quando foram monitorados mais de 11,3 milhões de hectares cultivados com soja no estado.
O não cumprimento da obrigação gera impacto financeiro direto ao produtor. Segundo o Indea-MT, quem deixar de realizar o cadastro está sujeito a multa de 10 Unidades Padrão Fiscal (UPFs) por propriedade rural não declarada. Com a cotação atual, a penalidade corresponde a R$ 2.543,60 por área.
Para evitar filas e deslocamentos na reta final do prazo, o instituto disponibilizou atendimento via WhatsApp para suporte técnico e orientações aos produtores. Além disso, os dados consolidados de plantio por safra são públicos e podem ser consultados no portal oficial do Indea-MT, garantindo transparência sobre a ocupação do solo agrícola em Mato Grosso.
O cadastramento, além de obrigatório, é considerado pelo Estado como a principal ferramenta de controle sanitário, prevenção de riscos fitossanitários e proteção da economia agrícola, base da cadeia produtiva do agronegócio mato-grossense.






