Polícia Civil esclarece desaparecimento em Pedra Preta e confirma que jovem saiu por vontade própria
Investigações descartam crime, tráfico humano ou desaparecimento forçado; Maria Eduarda, de 21 anos, está em Porto Alegre e afirma que está bem e não pretende retornar ao município neste momento Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Pedra Preta, com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, localizou Maria Eduarda Pereira Soares, de 21 anos, que havia sido comunicada como desaparecida desde o dia 08 de fevereiro de 2026.
As diligências apontaram que a jovem deixou o município por iniciativa própria, após pedir demissão do trabalho e embarcar com destino a Porto Alegre. Segundo a apuração policial, Maria Eduarda habilitou um novo número telefônico e realizou contato direto com familiares, informando que estava bem. Desde o início das investigações, não foram identificados indícios de crime, desaparecimento forçado ou qualquer situação de violência.
Na manhã desta quarta-feira (11), o delegado regional Santiago Rozendo Sanches e Silva concedeu entrevista esclarecendo que os levantamentos técnicos já realizados pela Polícia Civil não indicavam qualquer elemento que configurasse prática criminosa ou situação de sequestro, coerção ou tráfico de pessoas.
Após a divulgação das informações pelo site Agora MT, o delegado regional passou a ser alvo de ofensas e acusações infundadas nas redes sociais. Paralelamente, familiares da jovem passaram a divulgar versões de que ela teria sido vítima de tráfico humano, incluindo publicações da mãe com áudios e vídeos afirmando que as declarações da Polícia Civil seriam inverídicas e que as investigações não teriam respaldo probatório.
Entretanto, em vídeo gravado nesta quarta-feira (11), na presença de agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a própria Maria Eduarda confirmou que deixou Pedra Preta de forma voluntária, declarou que está bem, que deseja permanecer em Porto Alegre e que, neste momento, não pretende retornar ao município de origem. A jovem também confirmou que manteve contato com familiares para tranquilizá-los quanto à sua situação.
Em nota institucional, a Polícia Civil reforçou que todas as informações divulgadas foram apuradas com responsabilidade, dentro dos protocolos legais e técnicos de investigação. A corporação destacou ainda que as acusações e ofensas direcionadas ao delegado regional e à instituição são inverídicas, reiterando o compromisso com a transparência, a legalidade e a fiel apuração dos fatos.






