• 4 de fevereiro de 2026
#Colíder

DESAFIO CLIMÁTICO

Chuvas intensas castigam estradas rurais em Colíder; Prefeitura adota medidas emergenciais

Com volume de chuvas acima da média histórica, município mobiliza equipes para garantir trafegabilidade em trechos críticos e aguarda estiagem para iniciar recuperação definitiva das vias mais afetadas
Foto: Assessoria
Chuvas intensas castigam estradas rurais em Colíder; Prefeitura adota medidas emergenciais

As fortes chuvas que atingem o município de Colíder desde novembro, e que ganharam intensidade severa em janeiro, provocaram danos significativos na malha viária rural. Trechos apresentam atoleiros, erosões e pontos de alagamento que comprometem o tráfego de veículos, o transporte escolar e o escoamento da produção agrícola e leiteira. Com um acumulado pluviométrico que desafia as médias históricas, a Prefeitura de Colíder montou uma força-tarefa para realizar reparos emergenciais em pontos críticos, visando garantir o escoamento da produção e o trânsito de moradores, enquanto o solo saturado impede obras definitivas.

De acordo com o relatório da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil, o volume médio de chuvas em janeiro de 2026 atingiu 354,2 mm, superando os registros dos últimos três anos — 2025 (269,9 mm), 2024 (305,8 mm) e 2023 (342,6 mm). Na área urbana, os índices foram ainda mais expressivos, chegando a 403 mm nos primeiros 23 dias do mês. O histórico recente aponta que apenas o ano de 2016 teve um volume superior, com 413,3 mm.

Entre as áreas mais impactadas estão Marco de Cimento, Bobaginha, Zé Reis, Comunidade Cacique, Tratex, Braço 2, entre Colíder e Terra Nova do Norte, estrada São Benedito, trecho entre Sol Nascente e Novo México, Abacaxi Quebrado, Comunidade São Mateus, Estrada Planalto a Veraneio, Pinheirinho, estrada da Pop, estrada da Farinheira e a MT-410. As regiões mais atingidas ficam próximas às divisas com Terra Nova do Norte, Nova Guarita e Nova Canaã do Norte.

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Obras e Urbanismo, Adriano Ribeiro, atualmente, três equipes, com cerca de 30 profissionais e aproximadamente 25 máquinas, entre caminhões basculantes, pás carregadeiras, motoniveladoras e retroescavadeiras, realizam serviços paliativos. O município possui quase 1.000 quilômetros de estradas vicinais. “Estamos trabalhando diuturnamente, de segunda a segunda, ininterruptamente”, informa.

Para agilizar o atendimento, a prefeitura e a Secretaria de Infraestrutura disponibilizam canais diretos de comunicação: o número da secretaria (66) 99292-6640 e o contato pessoal do secretário (66) 99901-5256.

 

ESTRUTURA DAS VIAS

Além do excesso de chuva, o aumento do tráfego pesado contribui para a rápida deterioração das estradas. Adriano Ribeiro explica que a mudança no perfil produtivo acelerou o desgaste das vias. “Até pouco tempo, a produção era basicamente de gado de corte e leite, atividades que não exigiam tanto das estradas. Hoje, há grande circulação de caminhões que transportam soja e milho, o que intensifica os danos”, diz.

Segundo o secretário, a pasta fará estudos técnicos para buscar soluções estruturais para os trechos mais utilizados pelo transporte de grãos. Em relação às pontes, ele informa que não há comprometimento das estruturas. Apenas alguns bueiros foram danificados e já foram ou estão sendo recuperados.

A recuperação definitiva das estradas está prevista para o fim do período chuvoso. “Os trabalhos mais duradouros devem começar no final de abril, quando inicia a estiagem. Antes disso, qualquer intervenção completa seria perdida com as próximas chuvas”, ressalta Adriano.

 

CHUVAS ACIMA DA MÉDIA

De acordo com a engenheira sanitarista e coordenadora da Defesa e Proteção Civil de Colíder, Denise Pontes Duarte, janeiro de 2026 apresentou índices pluviométricos elevados em comparação com anos anteriores. “O acumulado médio de janeiro foi de 356 milímetros, considerado alto para o município. O último registro superior a esse ocorreu em 2016, com 413 milímetros”, explica.

Dados do Agritempo indicam que, em 2025, o volume foi de 269,9 milímetros. Em 2024, foram registrados 305,8 milímetros. Em 2023, o acumulado chegou a 342,6 milímetros. Em 2026, o índice atingiu 354,2 milímetros.

Denise informa que o dia mais crítico foi 19 de janeiro, especialmente na região norte do município, nas áreas de Marco de Cimento, São Lázaro e São Benedito, próximas aos rios Braço 2, Rio do Meio e Teles Pires. “Também tivemos um episódio de chuva intensa na área urbana no dia 10, com vendaval e granizo em curto intervalo de tempo”, relata.

Levantamento da Defesa Civil aponta cerca de 100 quilômetros de estradas mais afetadas, com destaque para a MT-410, Estrada Mirassol, Estrada Perpétuo Socorro, Estrada São Miguel Arcanjo e Estrada São Lázaro. Três pontilhões e um bueiro tubular precisaram de substituição emergencial.

 

ATUAÇÃO DA PREFEITURA

O prefeito Rodrigo Benassi diz que a administração municipal acompanha a situação de forma atenta e permanente. “A Prefeitura de Colíder manteve-se atenta e atua ininterruptamente para recuperar as estradas e atender as solicitações das comunidades e dos produtores rurais. Neste momento, fazemos intervenções paliativas para evitar desperdício de recursos, porque qualquer obra definitiva seria comprometida pelas chuvas”, declara.

O prefeito Rodrigo Benassi ressalta que a administração municipal mantém vigilância total sobre os mil quilômetros de estradas vicinais. “A Prefeitura de Colíder mantém-se atenta e atua ininterruptamente para recuperar as estradas e atender as solicitações das comunidades e produtores rurais”, afirma o prefeito.

Benassi pondera, contudo, a necessidade de cautela técnica. “Enquanto chove, só serão feitos serviços paliativos e emergenciais para evitar desperdício de dinheiro público, pois qualquer trabalho feito agora a chuva irá desmanchar”, esclarece o gestor. Os trabalhos de recuperação definitiva estão previstos para o final de abril.

A Defesa Civil segue monitorando pontos críticos e realizando vistorias preventivas em áreas com risco de erosão e alagamento. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia indica continuidade de chuvas intensas em fevereiro e março, com acumulados estimados entre 260 e 300 milímetros, o que reforça a necessidade de ações emergenciais e de planejamento para a recuperação completa da malha viária rural após o período de estiagem.

 

Redação: Assessoria

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