Custos alimentares caem em 2025 e confinamento bovino atinge lucros recordes, aponta ICAP
Foto:
O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) encerrou 2025 com um dos cenários mais favoráveis já registrados para a pecuária intensiva no Brasil. Segundo o levantamento, o custo dos insumos alimentares recuou até 16,9% no acumulado do ano, impulsionando margens recordes de rentabilidade nos sistemas de confinamento.
Em dezembro, o Sudeste registrou o menor índice mensal de 2025, com queda de 4,40%, enquanto o Centro-Oeste apresentou leve aumento de 1,28%. Apesar dessa variação regional, o panorama geral manteve-se amplamente positivo, com forte alívio nos custos de produção em comparação a 2024.
Supersafra de grãos e coprodutos mais baratos sustentam a queda
De acordo com o ICAP, a supersafra de milho e soja e a maior disponibilidade de coprodutos agroindustriais — como DDG, polpa cítrica, bagaço de cana e caroço de algodão — foram os principais fatores responsáveis pela redução dos custos alimentares em 2025.
Na média anual, o índice caiu 12,01% no Centro-Oeste e 3,84% no Sudeste em relação a 2024, refletindo um cenário estruturalmente mais competitivo para os confinadores.
Centro-Oeste mantém custos estáveis, mesmo com alívio em grãos
No Centro-Oeste, o ICAP encerrou dezembro em R$ 12,69, alta de 1,28% sobre novembro. A dieta de terminação ficou em R$ 1.092,25 por tonelada de matéria seca, praticamente estável (+0,29%) frente ao trimestre anterior.
A redução dos preços do farelo de arroz (-37%) e do milho grão (-3,9%) foi compensada pelo aumento dos volumosos (+5,78%), casca de soja (+4,20%) e polpa cítrica (+4,36%), o que limitou a queda regional do indicador.
Sudeste registra a maior queda mensal e encerra o ano no menor patamar
No Sudeste, o ICAP recuou 4,40% em dezembro, fechando o mês a R$ 11,74, o menor valor do ano. O custo da dieta de terminação ficou em R$ 1.143,86 por tonelada de matéria seca, praticamente estável (-0,13%), com destaque para a forte queda dos volumosos (-13,06%).
Segundo o levantamento, o recuo foi sustentado pela maior oferta de bagaço de cana e silagens durante o período de moagem, o que pressionou os preços dos principais insumos utilizados na alimentação do gado confinado.
Margens recordes consolidam 2025 como o melhor ano do confinamento
Mesmo sem a valorização esperada da arroba — que não ultrapassou os R$ 330,00 —, o confinamento bovino encerrou 2025 com as melhores margens do ano. A combinação entre custos menores, exportações recordes e demanda doméstica firme resultou em um desempenho financeiro histórico para os produtores.
Com base nos parâmetros do ICAP de dezembro, os custos de produção da arroba foram similares entre as regiões, com R$ 186,23 no Centro-Oeste e R$ 186,36 no Sudeste.
As margens líquidas atingiram R$ 124,77 por arroba no Centro-Oeste e R$ 139,14 no Sudeste, gerando lucros médios de R$ 1.040,62 e R$ 1.127,06 por cabeça, respectivamente.
Lucros crescem até 83% em relação a 2024
Comparado ao mesmo período do ano anterior, o lucro por cabeça saltou 83% no Centro-Oeste e 38,1% no Sudeste, evidenciando o caráter excepcional do ciclo de 2025.
Esses resultados consolidam o período como um dos mais rentáveis da história recente da pecuária intensiva nacional, impulsionado pela eficiência produtiva e pela conjuntura favorável no mercado de insumos.

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio






