• 15 de janeiro de 2026
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Mercado global de grãos inicia 2026 sob pressão com estoques recordes de milho, soja e trigo

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Oferta elevada e estoques pressionam preços no início do ano

O mercado internacional de grãos começou 2026 enfrentando um cenário de forte pressão nos preços, resultado da combinação entre produção recorde e estoques globais elevados.

De acordo com o relatório WASDE de janeiro de 2026, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e analisado pelo RaboResearch, do Rabobank, o cenário é de viés baixista para as principais commodities agrícolas — milho, soja e trigo.

Milho: safra recorde nos EUA e produção chinesa reduzem perspectivas de alta

O milho se destaca entre os grãos com maior excesso de oferta. O USDA revisou para cima a safra norte-americana, que atingiu 17 bilhões de bushels, o maior volume já registrado. O resultado foi impulsionado por produtividade de 186,5 bushels por acre e pela expansão de 14% na área plantada em relação ao ciclo anterior.

Como consequência, os estoques finais globais subiram para 291 milhões de toneladas, refletindo aumentos tanto nos Estados Unidos quanto na China, que também alcançou produção recorde de 301 milhões de toneladas.

Esse cenário reduz a necessidade de novas importações chinesas e pressiona as cotações internacionais do cereal.

Soja: aumento de estoques reforça tendência de desvalorização

O mercado de soja segue a mesma direção. O USDA elevou os estoques finais dos Estados Unidos de 290 milhões de bushels (dezembro de 2025) para 350 milhões, após reduzir as projeções de exportação.

Em escala global, os estoques passaram de 122,4 milhões para 124,4 milhões de toneladas, superando as médias das estimativas de mercado.

Com oferta abundante e demanda em ritmo mais lento, o viés para os preços permanece negativo, refletindo um ambiente de maior competitividade entre os principais exportadores.

Trigo: aumento de produção mundial amplia disponibilidade

O trigo também apresentou elevação nos estoques. Nos Estados Unidos, o total disponível para 2025/26 chegou a 2,959 bilhões de bushels, resultado de estoques iniciais maiores e pequenos ajustes na demanda interna — principalmente para ração e sementes.

No mercado global, Argentina e Rússia foram responsáveis pela maior parte da expansão da produção, com um incremento conjunto de 5,5 milhões de toneladas.

O aumento elevou os estoques finais mundiais para 278 milhões de toneladas, uma vez que o avanço da oferta superou o crescimento da demanda, mesmo diante de ligeira alta no comércio internacional.

Perspectivas: mercado atento à demanda e ao clima

Com estoques recordes e preços pressionados, o mercado de grãos inicia 2026 em um cenário de desafio para produtores e exportadores.

Analistas do Rabobank avaliam que os próximos meses serão marcados pela observação do ritmo da demanda internacional e das condições climáticas nas principais regiões produtoras, fatores que poderão definir a tendência dos preços no restante do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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