• 12 de janeiro de 2026
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Preço da arroba do boi reage no início de 2026, enquanto exportações batem recorde histórico em 2025

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O mercado físico do boi gordo começou 2026 com preços firmes e leves altas em importantes praças pecuárias do Brasil. Segundo análise de Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, frigoríficos de menor porte intensificaram a compra de gado devido às escalas de abate mais curtas, o que pressionou os valores para cima em algumas regiões.

A limitação da oferta e o cenário externo mais incerto — após as novas regras impostas pela China, principal destino da carne bovina brasileira — também contribuíram para a reação dos preços.

China impõe cotas e tarifas, e frigoríficos avaliam reduzir abates

O mercado segue se ajustando à nova política comercial chinesa, que determinou um limite de 1,1 milhão de toneladas anuais para importação de carne bovina brasileira. Exportações que ultrapassarem esse volume estão sujeitas a tarifas extras.

Iglesias explica que há especulações sobre 350 mil toneladas de carne que ainda estão em trânsito para a China, referentes a contratos firmados em 2025. “Diante dessa decisão, alguns frigoríficos já avaliam reduzir a capacidade de abate em suas plantas”, afirma o analista.

Cotações da arroba do boi em diferentes estados

Confira as médias registradas no dia 8 de janeiro de 2026 (valores a prazo):

  • São Paulo (Capital): R$ 323,00/@ — alta de 0,94% frente aos R$ 320,00 da semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 315,00/@ — aumento de 0,64% em relação à última semana;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 315,00/@ — estável;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315,00/@ — sem variação;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00/@ — sem mudanças;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280,00/@ — inalterado.
Atacado mantém preços estáveis após as festas

No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis. Conforme explica Iglesias, o período pós-festas costuma registrar uma redução na demanda por cortes nobres, como os do traseiro bovino, devido à busca do consumidor por opções mais acessíveis, como dianteiro bovino, frango, ovos e embutidos.

  • Traseiro bovino: R$ 25,40/kg — estável;
  • Dianteiro bovino: R$ 17,85/kg — sem alteração.
Exportações de carne bovina batem recorde histórico em 2025

Mesmo diante de desafios logísticos e diplomáticos, 2025 se consolidou como o melhor ano da história para as exportações de carne bovina brasileira. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país embarcou 3,5 milhões de toneladas, um avanço de 20,9% sobre 2024.

A receita total alcançou US$ 18,03 bilhões, alta de 40,1% em relação ao ano anterior. A carne bovina in natura foi o destaque, com 3,09 milhões de toneladas exportadas e faturamento de US$ 16,61 bilhões.

Os produtos brasileiros chegaram a mais de 170 países, ampliando a presença global do setor e diversificando os destinos, consolidando o Brasil como líder mundial nas exportações de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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