Mercado da soja inicia 2026 com pouca liquidez no Brasil, enquanto demanda chinesa impulsiona preços em Chicago
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O mercado brasileiro de soja começou 2026 de forma lenta, com poucos negócios e cotações sob pressão. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mês de janeiro segue praticamente sem espaço para exportações, o que reduz a necessidade de compra e mantém o mercado interno retraído.
Com o produtor ainda resistente em vender e com oferta limitada, os preços acabaram recuando entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca ao longo da semana. “O foco começa a migrar para a colheita da nova safra”, afirma Silveira.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00, enquanto em Cascavel (PR) o preço recuou de R$ 135,00 para R$ 127,00. Já em Rondonópolis (MT), houve valorização de R$ 110,00 para R$ 116,00, e no porto de Paranaguá (PR), o preço avançou de R$ 128,00 para R$ 135,00 por saca.
Chicago tem leve alta apoiada pela China e pelo petróleo
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos da soja com vencimento em março registraram alta semanal de 2,03%, encerrando a sexta-feira (9) cotados a US$ 10,67 por bushel. O movimento foi impulsionado pela alta do petróleo e pela forte demanda chinesa pela soja norte-americana, que deram sustentação aos preços.
Apesar disso, o avanço é limitado pela perspectiva de ampla oferta global, já que Brasil e Argentina mantêm boas condições produtivas e devem colher safras robustas neste ciclo. A expectativa de maior volume disponível no mercado internacional segue pressionando as cotações.
Atenção voltada ao relatório do USDA
O foco do mercado internacional agora se volta para o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na segunda-feira, dia 12, às 14h (horário de Brasília).
A expectativa é de que o USDA reduza levemente a estimativa de produção da safra americana 2025/26, de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels, enquanto os estoques de passagem devem ser revisados para cima — de 290 milhões para 301 milhões de bushels.
No cenário global, o mercado aposta em estoques finais de 123,1 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26, frente às 122,4 milhões de toneladas estimadas em dezembro.
Estoques trimestrais dos EUA também em destaque
Outro dado aguardado é o relatório sobre os estoques trimestrais de soja dos Estados Unidos, também a ser divulgado na segunda-feira. Analistas internacionais projetam um volume de 3,296 bilhões de bushels em 1º de dezembro, acima dos 3,1 bilhões registrados no mesmo período de 2024.
O resultado pode trazer novos ajustes para as cotações internacionais, refletindo a combinação entre estoques mais elevados e demanda firme da China, fatores que têm guiado o comportamento do mercado neste início de ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio





