Preso suspeito de matar mulher na UFMT é investigado como autor de outros feminicídios
Exames da Politec apontam mesmo DNA em ao menos quatro crimes de estupro e assassinato; polícia trata Reyvan da Silva Carvalho como serial killer Foto: Reprodução
Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, preso nesta sexta-feira (29) como principal suspeito pela morte de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, é investigado como possível assassino em série.
Exames da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmaram que o mesmo DNA encontrado no corpo de Solange aparece em outras três vítimas de estupro e feminicídio ocorridos em anos distintos. A análise também relacionou o suspeito a vestígios coletados no local do crime, incluindo uma bituca de cigarro e material genético sob as unhas da vítima.
Segundo a Polícia Civil, Reyvan agia sozinho, sempre utilizando faca, escolhendo mulheres em situação de vulnerabilidade, como grávidas e indefesas. Ele já tinha diversas passagens por estupro desde 2016. No momento da prisão, foi localizado dentro do campus da UFMT, onde os investigadores acreditam que buscava novas vítimas.
Na delegacia, o suspeito chorou, mas a polícia ressaltou que seu histórico revela frieza e crueldade. “Os laudos confirmam a ligação dele com outros crimes de mesma natureza, o que reforça a linha de investigação de um serial killer”, afirmou o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O caso Solange
A vítima foi encontrada morta no dia 23 de julho nas dependências da Associação Atlética Master, área desativada da UFMT. Câmeras de segurança registraram Solange caminhando pelo campus no dia anterior, às 15h20.
Familiares informaram que ela tinha diagnóstico de esquizofrenia e frequentava aulas tanto na UFMT quanto na Universidade de Várzea Grande (Univag), apesar de não ser aluna formal de nenhuma das instituições.
Um laudo da Politec apontou que Solange sofreu violência sexual e apresentava marcas de agressão na região do pescoço. O caso segue sob investigação da DHPP para aprofundar a ligação do suspeito com outros feminicídios.