• 21 de julho de 2026
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TINHA MANDADO EM ABERTO

Suspeito morto em confronto com a Força Tática é autor do assassinato de jovem na Exposul de 2011

Alexandre foi condenado pelo Tribunal do Júri a 15 anos e seis meses de prisão pelo homicídio de um jovem de 19 anos
Foto: Johnny Martins Melo, à direita na foto, foi assassinado a tiros dentro do Parque de exposições de Rondonópolis

O suspeito morto durante uma intervenção da Força Tática na noite desta segunda-feira (20), no bairro Jardim Tropical, em Rondonópolis, identificado como Alexandre Pereira Lopes, de 33 anos, possuía um mandado de prisão em aberto relacionado ao assassinato do jovem Johnny Martins Melo, crime que chocou a cidade durante a Exposul de 2011.

Segundo a Polícia Militar, equipes da Força Tática (RAIO) realizavam patrulhamento durante a Operação Tolerância Zero às Facções Criminosas quando avistaram Alexandre conduzindo uma motocicleta vermelha em atitude suspeita. Ao perceber a presença da viatura, ele fugiu.

Momentos depois, os policiais voltaram a localizar o suspeito. Conforme o boletim de ocorrência, Alexandre entrou rapidamente em uma residência no bairro Jardim Tropical e foi acompanhado pela equipe. Durante a abordagem, os militares afirmam que ele foi encontrado armado com um revólver calibre .38, desobedeceu às ordens de parada e apontou a arma na direção dos policiais, que efetuaram disparos para conter a agressão.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas a equipe médica constatou a morte do suspeito ainda no local.

Na residência, foram apreendidos uma barra de pasta base de cocaína, duas barras de maconha, um revólver calibre .38 com seis munições intactas e aproximadamente R$ 4.452 em dinheiro.

Crime que marcou a Exposul

Alexandre Pereira Lopes foi preso em flagrante após matar Johnny Martins Melo, de 19 anos, na madrugada de 7 de agosto de 2011, nas proximidades do Portão 1 do Parque de Exposições Wilmar Peres de Farias, durante a Exposul.

Na época, Johnny era aluno do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR) do 18º Grupo de Artilharia de Campanha e estudante de Engenharia Civil. Segundo as investigações, ele foi baleado após um breve desentendimento ocorrido na saída de um banheiro dentro do parque de exposições.

Em julho de 2013, Alexandre foi condenado pelo Tribunal do Júri a 15 anos e seis meses de prisão pelo homicídio.

Anos após a condenação, a mãe da vítima, Diva Martins Melo, cobrou melhorias na segurança da Exposul e afirmou que o filho não recebeu atendimento médico adequado após ser baleado. Ela também manifestou o temor de que o condenado voltasse a cometer crimes quando deixasse a prisão.

A ocorrência desta segunda-feira foi encaminhada à Polícia Civil, que investigará as circunstâncias da morte decorrente de intervenção policial, conforme prevê a legislação.

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