Polícia mira “cérebro” do crime e cumpre 97 ordens contra quadrilha que aterrorizou MT
Nova fase da Operação Pentágono atinge estrutura financeira e logística de grupo envolvido em ataque em Confresa Foto: Reprodução
Mato Grosso — A Polícia Civil avançou contra a estrutura de uma organização criminosa responsável por um dos ataques mais violentos já registrados no estado e cumpriu 97 ordens judiciais contra investigados ligados ao caso.
A ação integra a terceira fase da Operação Pentágono e teve como foco desarticular o núcleo financeiro e logístico da quadrilha, responsável pelo planejamento e sustentação do crime ocorrido em Confresa, em 2023.
Os mandados foram cumpridos em cinco estados e incluem prisões, buscas e apreensões, além de bloqueios de contas bancárias. Segundo a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), o grupo atuava de forma estruturada e contava com pelo menos 50 integrantes.
As investigações apontam que a organização era dividida em núcleos específicos, responsáveis pelo comando financeiro, planejamento estratégico, execução das ações e apoio logístico em diferentes estados, incluindo Pará e Tocantins.
De acordo com a polícia, os recursos utilizados pelo grupo tinham origem em outros crimes de grande porte, como roubos a bancos e transportadoras de valores, além de práticas utilizadas para lavagem de dinheiro.
Para o delegado responsável pelas investigações, a nova fase representa um avanço no enfrentamento ao crime organizado. “São criminosos que planejaram e financiaram toda a logística do terror vivido naquele dia. O trabalho mostra que não há limites territoriais para a Justiça”, afirmou.
O caso remonta a abril de 2023, quando cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram a cidade, invadiram o quartel da Polícia Militar, incendiaram o prédio e destruíram veículos e estruturas públicas.
O alvo principal era uma transportadora de valores, mas, apesar do uso de explosivos, o grupo não conseguiu acessar o cofre e fugiu abandonando parte dos equipamentos.
A nova ofensiva policial busca enfraquecer definitivamente a base operacional e financeira da organização, considerada altamente estruturada e com atuação interestadual.





