• 8 de março de 2026
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“Assinei e não retiro”: deputado mantém apoio a CPI da Saúde e defende investigação sobre gestão passada

O parlamentar elogia trabalho do atual secretário Gilberto Figueiredo, mas afirma que denúncias antigas precisam ser apuradas
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Em meio ao imbróglio político envolvendo a possível instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar a Saúde estadual, um deputado estadual decidiu se manifestar publicamente sobre sua assinatura no pedido de abertura dos trabalhos. Em entrevista, o parlamentar afirmou que não retira seu apoio à investigação e defendeu a apuração de denúncias envolvendo a gestão passada da pasta.

— Assinei e não retiro minha assinatura porque eu acho que a assinatura é uma coisa séria. Na época que foi colhida a assinatura, havia sérias denúncias de graves ocorrências na saúde, que não tem por que não serem investigadas — declarou.

Apesar de manter o apoio à CPI, o deputado fez questão de destacar sua confiança no trabalho do atual secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, e afastou qualquer suspeita sobre a atual gestão.

— Eu acredito na seriedade, na competência e no trabalho do secretário Gilberto Figueiredo. Não há por que temer; quem não deve, não teme. Eu acho que toda CPI que tiver que ocorrer, tem que ocorrer, e a pessoa tem que se defender democraticamente. Eu acho que o secretário Gilberto fez um grande trabalho na Secretaria de Saúde, está entregando muitas obras no final da sua gestão, não há por que temer o que ocorreu — completou.

O parlamentar também ponderou que eventuais falhas detectadas em gestões anteriores não podem ser atribuídas automaticamente ao atual comando da pasta, citando como exemplo os desdobramentos da Operação Espelho.

— Muitas vezes, algum assessor comete algum erro gravíssimo, como ocorreu naquela época, que a própria Operação Espelho detectou falhas e conversas estranhas, mas não é o secretário culpado de tudo. Então não há por que temer, eu acho que o governo está preocupado à toa — finalizou.

A declaração acirra ainda mais os ânimos nos bastidores políticos, enquanto o governo avalia os impactos da instalação da CPI e articula nos bastidores para tentar esvaziar a investigação. O pedido de abertura da comissão já conta com assinaturas suficientes e aguarda tramitação na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

 

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