A renda domiciliar por pessoa em Mato Grosso apresentou crescimento em 2025 e ultrapassou a média nacional, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento médio por habitante no Estado chegou a R$ 2.335, enquanto o índice brasileiro ficou em R$ 2.316.
O resultado mantém Mato Grosso entre as unidades federativas com melhor desempenho no país e acompanha a trajetória de recuperação observada nacionalmente nos últimos anos. Em 2024, a renda per capita no Brasil foi de R$ 2.069; em 2023, de R$ 1.893; e em 2022, de R$ 1.625 — uma sequência de avanços que consolida a retomada econômica pós-pandemia.
O indicador de rendimento domiciliar per capita considera a soma de todos os ganhos dos moradores de um mesmo domicílio, dividida pelo número de residentes. A métrica é utilizada para medir o nível médio de renda disponível à população em cada região.
No ranking nacional, a renda per capita variou de R$ 1.219, no Maranhão, até R$ 4.538 no Distrito Federal, que liderou o levantamento. Além do DF, nove estados registraram rendimento superior à média nacional.
Depois do Distrito Federal, aparecem São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$ 2.839), Santa Catarina (R$ 2.809), Rio de Janeiro (R$ 2.794), Paraná (R$ 2.762), Mato Grosso do Sul (R$ 2.454), Goiás (R$ 2.407), Minas Gerais (R$ 2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335).
As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), estudo periódico que monitora emprego, renda e outros indicadores socioeconômicos no país.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico em exercício, Anderson Lombardi, o desempenho reflete o dinamismo da economia local. “O fato de Mato Grosso apresentar renda per capita acima da média nacional demonstra o avanço consistente da nossa economia. Esse é mais um indicador que reforça a força e a solidez econômica do Estado, refletindo a geração de oportunidades, o crescimento das atividades produtivas e o aumento da renda da população”, afirmou.
O cenário reforça a tendência de expansão econômica sustentada por setores estratégicos, como o agronegócio, a indústria de base florestal e a logística, que vêm ampliando investimentos e contribuindo para a elevação da renda média dos mato-grossenses.