• 26 de fevereiro de 2026
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POLÍTICA

Em Cuiabá, Diego Guimarães chama presidente do PL de “Ananico” e afirma que direita de MT não tem dono

Deputado reage a declarações do comando liberal no Estado, diz que Republicanos também é de direita e reforça apoio a Flávio Bolsonaro em 2026
Foto: Reprodução

Em entrevista coletiva concedida ontem, quarta-feira (25), em Cuiabá, o deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) elevou o tom contra o presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Martins, a quem passou a se referir publicamente como “Ananico”. A alcunha, segundo o parlamentar, seria reflexo de uma postura “pequena” na condução do debate político da direita no Estado.

“Como dá o nome do presidente do PL no estado de Mato Grosso? A partir de agora vai ser Ananico. Ananico, pequeno. Ele pensa pequeno e age pequeno. Essa que é a verdade, é Ananico”, disparou o deputado diante da imprensa.

A fala ocorre em meio ao embate sobre quem representa legitimamente o campo da direita no Estado e qual será a construção da aliança em torno do nome de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026. Para Diego, a tentativa de concentrar a narrativa da direita exclusivamente no PL é um erro estratégico.

“Ele tenta fazer da direita um curral dele, do partido dele. E a direita do Mato Grosso é muito maior do que o Ananico. É muito maior”, afirmou, sustentando que o eleitorado conservador no Estado representa “quase 70% da vontade popular”.

O pano de fundo do embate, no entanto, vai além da disputa simbólica pela narrativa da direita. O debate se insere diretamente no cenário da sucessão ao Governo de Mato Grosso em 2026. O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Palácio Paiaguás, é apontado como padrinho político de Ananias Martins em Rondonópolis e representa o projeto do PL para o Executivo estadual. Do outro lado, o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) também é pré-candidato ao governo e, a partir do último dia de março, deve assumir o comando do Estado com o afastamento do governador Mauro Mendes (União Brasil), que deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal.

É nesse contexto que a disputa interna no campo conservador ganha contornos mais duros. Para Diego Guimarães, o Republicanos também integra legitimamente a direita mato-grossense e não aceitará que o PL monopolize o discurso ou tente induzir o eleitor a enxergar a direita como propriedade partidária.

“Eu tenho certeza que o Flávio Bolsonaro não pensa como o Ananico. Ele pensa diferente. Ele precisa do Republicanos, ele precisa do União Brasil, ele precisa do arco de aliança, ele precisa do Tarcísio, ele precisa do Otaviano Piveta, ele precisa do Diego Guimarães”, declarou.

A menção a Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e a Otaviano Pivetta foi feita para ilustrar que o apoio a Flávio Bolsonaro extrapola o PL. Segundo Diego, o projeto nacional para 2027 — com a intenção declarada de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — exigirá unidade e não disputas internas por protagonismo estadual.

“Não é só o PL que vai eleger o Flávio Bolsonaro. É o Republicanos junto. É o Tarcísio, governador do maior estado do país, que é leal ao Bolsonaro e já mostrou que será leal também ao Flávio Bolsonaro. O Otaviano Piveta já falou que o candidato dele será o Flávio Bolsonaro também”, pontuou.

Em tom irônico, Diego também reagiu a declarações de que haveria “surfistas” tentando se apropriar da popularidade do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Ele tem dito muito que vê surfistas surfando na onda do Bolsonaro. Uma coisa eu falo: eu nunca apertei 13 na urna. Ele tem que responder por isso. Se tem surfista por aí, então ele é o Gabriel Medina”, afirmou, numa referência ao tricampeão mundial de surfe.

Ao citar o número 13, tradicionalmente associado ao PT, o deputado insinuou incoerências no discurso adversário e cobrou coerência histórica. “Ninguém fica aí tirando pedra no PL toda hora como ele está fazendo com a gente. Eu não fico falando do passado deles”, disse.

O embate explicita que, antes mesmo da campanha começar oficialmente, a direita mato-grossense já vive uma disputa aberta por protagonismo. Enquanto o PL tenta consolidar Wellington Fagundes como principal nome ao governo, o Republicanos trabalha para fortalecer Otaviano Pivetta, que em breve assumirá o comando do Estado. Se a retórica desta quarta-feira antecipa o clima das negociações, a construção da unidade dependerá menos de apelidos e mais de articulação política real — sob risco de a direita, que ambos dizem representar como majoritária em Mato Grosso, fragmentar-se antes da largada eleitoral.

Veja o vídeo:

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