Críticas à gestão da Saúde em Primavera do Leste se intensificam diante de filas de madrugada e insatisfação popular
Atuação da secretária Laura Leandra é alvo de questionamentos enquanto usuários relatam dificuldades no acesso e cobram respostas mais efetivas da administração municipal Foto: NMT
A condução da política pública de saúde em Primavera do Leste passou a ser alvo de críticas mais contundentes nas últimas semanas, com questionamentos diretos à secretária municipal Laura Leandra diante do que usuários e interlocutores do setor classificam como falhas graves de gestão, dificuldade de organização da rede e distância entre o discurso institucional e a realidade enfrentada pela população nas unidades de atendimento.
Embora a Secretaria tenha buscado dar visibilidade a ações pontuais, como o reconhecimento relacionado à cobertura vacinal, a percepção predominante entre usuários e profissionais ouvidos é de que episódios isolados vêm sendo apresentados como grandes conquistas administrativas enquanto problemas estruturais persistem e se tornam cada vez mais visíveis no cotidiano do sistema. A avaliação recorrente é de que há um descompasso entre a comunicação oficial e a experiência prática de quem depende do serviço público.
Um dos símbolos mais fortes desse cenário é a volta das filas durante a madrugada em frente à unidade do bairro Oswaldo Cruz, situação que moradores relatam não ocorrer há muitos anos e que voltou a fazer parte da rotina de quem precisa buscar atendimento básico. O retorno desse tipo de cena, considerado por muitos como um retrocesso, passou a ser citado como evidência de desorganização na gestão da demanda e de incapacidade de planejamento adequado da oferta de serviços.
Usuários relatam desgaste, longas esperas e dificuldade de acesso, enquanto lideranças locais apontam que a situação expõe fragilidades administrativas que vão além de um problema pontual, indicando falhas de coordenação, gestão de fluxo e priorização de políticas públicas. A leitura predominante é de que a rede perdeu eficiência e previsibilidade, o que impacta diretamente a população mais vulnerável, justamente a que mais depende do sistema público.
Nos bastidores políticos e administrativos, cresce a avaliação de que a condução da pasta não conseguiu apresentar respostas estruturais consistentes até o momento, reforçando a percepção de uma gestão considerada frágil diante da complexidade da área da saúde. A crítica central é que a estratégia de comunicação institucional tem dado maior ênfase a anúncios e fatos isolados do que à resolução concreta dos gargalos históricos que voltaram a aparecer com força.
O cenário também acaba ampliando o desgaste da própria administração do prefeito Sérgio Machnic, já que a área da saúde costuma ser um dos principais termômetros de avaliação popular e concentra grande parte da cobrança social. Em contextos como o atual, a expectativa da população tende a se voltar para medidas rápidas e efetivas que reorganizem o sistema e devolvam a sensação de funcionamento adequado da rede.
Com o aumento das reclamações e a exposição pública das dificuldades enfrentadas pelos usuários, a pressão por ajustes na condução da política de saúde deve se intensificar, colocando a gestão diante do desafio de apresentar resultados concretos que revertam a percepção negativa e restabeleçam a confiança da população no atendimento público municipal.





