Mato Grosso investe R$ 4,9 milhões e amplia produção nas aldeias com apoio técnico e garantia de mercado
Recursos da Seaf e do Fundaaf fortalecem segurança alimentar, logística e geração de renda em comunidades indígenas de diferentes regiões do Estado Foto: SEAF-MT
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso intensificou, entre 2019 e 2025, as políticas de fortalecimento da produção indígena em Mato Grosso, com investimento de R$ 4,9 milhões destinados a nove entidades, entre associações, fundação e cooperativa. O aporte incluiu entrega de máquinas, implementos agrícolas, insumos e veículos — como caminhonetes para suporte logístico nas aldeias.
A iniciativa integra uma política pública estruturada no tripé fomento produtivo, assistência técnica e garantia de mercado. Por meio do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf), o Governo do Estado já aplicou R$ 4.583.651,95 em 770 projetos voltados especificamente aos povos indígenas, com foco na segurança alimentar, inclusão produtiva e fortalecimento da economia local.
Outro eixo estratégico é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) – Indígena, que atualmente conta com 83 produtores cadastrados em Mato Grosso, distribuídos nos municípios de Campo Novo do Parecis, Barra do Bugres, Barra do Garças, Gaúcha do Norte, Juara, Peixoto de Azevedo, Santa Terezinha e São José do Xingu. A execução do programa segue até 12 de dezembro de 2026 e contempla seis entidades recebedoras.
Ao todo, estão cadastrados 89.188,68 quilos de alimentos, abrangendo cerca de 65 tipos de produtos, entre frutas, hortaliças, grãos, café, castanhas nativas, produtos de origem animal, polpas e itens de panificação. A proposta inicial soma R$ 1 milhão, dos quais R$ 79.537,03 já foram executados, restando R$ 920.462,97 para aplicação até o encerramento do ciclo.
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Diversificação produtiva
Nas aldeias, a diversificação tem ampliado as oportunidades de renda. Além da produção tradicional de mandioca, milho e arroz, comunidades passaram a investir também em frango, frutas, hortaliças, café e na coleta e beneficiamento de castanhas nativas, agregando valor e ampliando o acesso a mercados institucionais.
Segundo a secretária da Seaf, Andreia Fujioka, o apoio governamental tem sido determinante para transformar a realidade produtiva nas comunidades. Ela destacou que, além do aporte financeiro, os produtores recebem acompanhamento técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, garantindo orientação desde o plantio até a comercialização.
“Por meio da Seaf, o Governo do Estado tem aportado recursos para itens, insumos e máquinas. Pelo Fundo de Apoio à Agricultura Familiar foram 770 projetos. Além do recurso, eles são acompanhados pelos técnicos da Empaer. Eles precisam, têm vontade, estão sendo acolhidos e estão tendo muito mais dignidade. Temos também o PAA Indígena com famílias cadastradas, e entregamos caminhonetes modelo Hilux para apoiar na logística. É motivo de orgulho ver as aldeias produzindo frango, frutas, milho, arroz, café e castanhas nativas”, afirmou.
A secretária também ressaltou a atuação voluntária da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, madrinha dos povos indígenas e idealizadora do programa SER Família Indígena em parceria com a Seaf.
Impacto nas comunidades
O cacique Paulo Apodonepá, da etnia Balatiponé, da aldeia Águas Correntes, em Barra do Bugres, destacou que o apoio tem garantido estrutura e condições para expansão das atividades produtivas.
“Somos muito gratos pelo apoio que o Governo do Estado tem nos dado por meio da Seaf e da Empaer. Nunca tivemos tanto suporte como agora, nesta gestão que realmente olha para nós”, afirmou.
Ele explicou que, além das culturas tradicionais como mandioca, milho e banana, a comunidade tem ampliado o cultivo de hortaliças para atender novas demandas. “Através da Seaf, nossa associação recebeu trator, grade, plantadeira de milho, distribuidor de calcário e veículos que facilitam a logística. Esse apoio tem nos dado condições de trabalhar melhor e expandir nossas atividades”, completou.
Com a combinação de investimento direto, assistência técnica e mercado garantido, o Governo do Estado projeta ampliar o número de produtores atendidos e consolidar a produção indígena como eixo estratégico da agricultura familiar em Mato Grosso.






