Prefeito de Cuiabá afirma que PL tem restrição nacional a alianças com MDB e PSD e se distancia de articulação pró-Wellington
Em entrevista nesta semana, gestor diz que legenda não deve caminhar com partidos de esquerda e reforça que está fora da coordenação eleitoral de 2026, com foco na gestão da capital Foto: Reprodução
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), deixou claro em entrevista concedida nesta semana na capital que não deve caminhar politicamente ao lado do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) nem do Partido Social Democrático (PSD) nas articulações para a eleição estadual de 2026. Pelas declarações, o posicionamento também indica distanciamento de uma eventual composição liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL) caso inclua aliança com esses partidos.
Ao ser questionado sobre o encaminhamento e as articulações do PL para o próximo ciclo eleitoral, o prefeito afirmou que não participa da coordenação política da campanha e que não tem acompanhado as negociações partidárias. Reforçou que sua atuação está concentrada na administração municipal. Ainda assim, ao responder sobre alianças, marcou posição ideológica e partidária.
Durante a entrevista, ele ressaltou de forma direta que há uma diretriz nacional do Partido Liberal que restringe alianças com partidos de esquerda. Segundo o prefeito, essa orientação já está consolidada na executiva nacional da legenda. Na leitura dele, o MDB e o PSD em Mato Grosso mantêm alinhamento com a base do governo federal, o que tornaria incompatível uma composição local com o PL.
O gestor também comentou que as decisões de alianças cabem a cada liderança política individualmente, mas indicou que isso não significa adesão automática de sua parte. Ao falar sobre movimentos de pré-candidatos ao governo, afirmou que cada um pode escolher com quem caminhar, preservando, porém, sua independência de posicionamento.
Na conversa com jornalistas, ele comparou ainda o comportamento dessas siglas em outros estados, observando que há variações regionais, mas sustentando que, no cenário mato-grossense, MDB e PSD estariam mais próximos de campos políticos opostos ao do PL. Citou como exemplo a atuação de dirigentes nacionais dessas legendas para reforçar o argumento. Em vários momentos, desviou o foco da eleição e voltou à situação urbana de Cuiabá, dizendo que sua prioridade é tapar buracos, intensificar a limpeza, cortar mato em áreas públicas e recuperar unidades de saúde e espaços coletivos, afirmando que o estado da cidade tem tirado seu sossego.
Embora o prefeito não cite nominalmente na entrevista, o recado político fica entendido no contexto das articulações estaduais: a sinalização de distância passa também pelo movimento do senador Wellington Fagundes, que busca construir alianças e tem no núcleo próximo a presença da deputada Janaína Riva (MDB), sua nora e pré-candidata ao Senado. Ao reforçar que o PL não deve caminhar com MDB e PSD em Mato Grosso, o prefeito praticamente coloca um freio público nesse tipo de composição e marca posição dentro do próprio campo da direita — deixando claro que, se a aliança for por esse caminho, não contará com ele no palanque.





