• 11 de fevereiro de 2026
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POLÍCIA

DHPP prende suspeito de latrocínio em Rondonópolis e elucida morte de advogado e motorista de aplicativo

Investigação aponta crime patrimonial com resultado morte; autor preso confessou participação e polícia segue em busca do segundo envolvido
Foto: Polícia Judiciária Civil

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, cumpriu, na manhã desta quarta-feira (11), mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar contra Michael Douglas de Paula Santos, de 27 anos, investigado pela morte do advogado e motorista de aplicativo Paulo de Souza Freitas Júnior, de 48 anos.

As investigações tiveram início após o registro do desaparecimento da vítima, ocorrido na noite de quinta-feira (05). Na ocasião, Paulo de Souza não retornou para casa e deixou de atender às ligações telefônicas, o que levou familiares a procurarem a polícia e formalizarem o boletim de ocorrência.

Já na manhã de sexta-feira (06), o veículo da vítima foi encontrado abandonado nas imediações do bairro Celina Bezerra. A perícia inicial identificou sinais claros de violência: os cintos de segurança estavam cortados e documentos que permaneciam no interior do automóvel haviam sido incendiados, indicando tentativa de ocultação de vestígios.

Ainda no mesmo dia, no período da tarde, o corpo de Paulo de Souza Freitas Júnior foi localizado em uma área de mata. Nas proximidades, os investigadores encontraram os cintos de segurança retirados do veículo, reforçando a linha de investigação que apontava para um crime violento seguido de ocultação.

Com base no avanço das diligências, a equipe da DHPP conseguiu identificar um dos envolvidos e representou à Primeira Vara Criminal pela decretação da prisão preventiva e pela expedição de mandado de busca e apreensão. As medidas foram analisadas e deferidas pelo Poder Judiciário.

Michael Douglas foi localizado no Residencial Celina Bezerra, onde moram familiares, preso e conduzido à unidade policial. Em depoimento formal, ele confessou participação no crime e relatou que, juntamente com outro indivíduo, acionou a vítima por meio de aplicativo de transporte com o objetivo de praticar um roubo.

Segundo o relato, ao chegarem a um local escuro, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando um simulacro de arma de fogo e uma faca. Durante a reação da vítima, foi aplicada uma “gravata”, fazendo com que ela perdesse a consciência. Em seguida, os criminosos assumiram a direção do veículo, deslocaram-se até uma área de mata e abandonaram a vítima no local, onde ela foi posteriormente encontrada morta.

Embora o inquérito tenha sido instaurado inicialmente como homicídio, o aprofundamento das investigações caracterizou o caso como roubo seguido de morte (latrocínio), crime previsto no Código Penal com pena que varia de 20 a 30 anos de reclusão.

As investigações continuam em andamento com o objetivo de identificar, localizar e prender o segundo envolvido no crime. Em nota, a Polícia Civil reafirmou o compromisso com a elucidação rápida dos delitos, a responsabilização dos autores e a garantia de uma resposta firme e efetiva à sociedade.

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