• 10 de fevereiro de 2026
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POLÍTICA

Getúlio Viana e Nelson Paim, do Republicanos, entram com força no jogo e apertam o cerco sobre o MDBista Léo Bortolin em Primavera do Leste e Poxoréu

Leitura de bastidor indica que Getúlio lidera a engrenagem eleitoral do partido na região e, com Paim fechando território em Poxoréu, o tabuleiro muda de posição no sudeste mato-grossense
Foto: Divulgação

Na política — como nos antigos jogos de mesa das praças do interior — não vence quem fala mais alto, mas quem ocupa espaço e sustenta posição. É essa a leitura que hoje domina os bastidores sobre a pré-candidatura do ex-prefeito de Primavera do Leste, Getúlio Viana, a deputado estadual pelo Republicanos. Dentro e fora da legenda, ele é tratado como o nome de maior peso político do partido na região para a disputa de outubro.

Não é candidatura decorativa. É candidatura com densidade, lastro e voto de raiz. Getúlio retorna ao centro do jogo com capital político preservado, base recomposta e eleitor fiel — daquele tipo que acompanha liderança por trajetória, não por momento.

Ao seu lado, no mesmo campo do Republicanos, está o ex-prefeito de Poxoréu, Nelson Paim — liderança de porte reconhecida e influência consolidada. No meio político regional, é visto como o nome que elevou o patamar político de Poxoréu, ampliando o peso da cidade no jogo estadual, abrindo portas nos centros de poder em Cuiabá e Brasília e trazendo grupos empresariais de maior porte. É liderança que concentra voto e organiza campo — coisa cada vez mais rara.

A dobradinha Getúlio Viana–Nelson Paim cria um eixo de força entre Primavera do Leste e Poxoréu dentro do Republicanos. Não é apenas soma de candidaturas — é soma de bases, operadores, articulação e território. Em eleição proporcional, isso costuma decidir cadeira.

O retorno de Getúlio também vem carregado de revanche política — palavra antiga, mas sempre atual no vocabulário do poder. Cassado em 2017, ele sustenta que foi retirado do cargo em meio a forte enfrentamento com grupos adversários. No bastidor, circula entre seus aliados a convicção de que o campo ligado ao ex-prefeito Leonardo Bortolin, do MDB, teve peso político naquele ambiente de pressão. Não há decisão judicial que atribua responsabilidade direta a Bortolin, mas a narrativa segue viva — e narrativa viva move militância.

Entre analistas de bastidor, a avaliação é direta: Leonardo Bortolin, do MDB, entra agora em seu primeiro teste real de resistência eleitoral contra adversários com base própria e voto estruturado. Candidato que nunca atravessou disputa apertada costuma descobrir tarde como o jogo é jogado quando o campo fecha e o adversário tem lastro.

Em Poxoréu, onde o MDBista poderia buscar musculatura por alianças indiretas — inclusive no entorno do prefeito Luciano — a presença de Nelson Paim tende a concentrar o voto local e reduzir o espaço de avanço externo. Em Primavera do Leste, o retorno de Getúlio Viana reabre uma polarização histórica e tira a eleição da zona de conforto.

Como diz o ditado antigo das redações políticas: poder não gosta de vácuo — quando um ocupa, outro perde espaço. No desenho atual, o Republicanos entra na disputa com peças de peso, campo organizado e disposição de confronto. E quando o confronto é de gente grande, não existe plateia — só lado.

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