Novo desvio ferroviário fortalece papel de Rondonópolis no escoamento do etanol de milho
Estrutura de R$ 95 milhões integra Centro-Oeste ao Sudeste, reduz custos e amplia eficiência no transporte de biocombustíveis Foto: Reprodução
Com investimento de R$ 95 milhões, entrou em operação um novo desvio ferroviário no terminal de Rondonópolis, consolidando o município como um dos principais polos logísticos do país no escoamento de etanol de milho e outros biocombustíveis produzidos no Centro-Oeste.
A estrutura, com cerca de 4 quilômetros de extensão, conecta o terminal diretamente à malha ferroviária regional e foi projetada para composições de até 80 vagões, garantindo integração contínua com o Sudeste e ligação direta a terminais estratégicos no interior de São Paulo.
Na prática, o novo ramal amplia a eficiência do corredor multimodal, reduz custos operacionais e cria um modelo logístico mais inteligente: trens que transportam combustíveis fósseis ao Mato Grosso passam a retornar carregados com biocombustíveis, diminuindo viagens vazias e otimizando o fluxo de mercadorias entre as regiões produtoras e consumidoras.
O projeto também transfere parte do transporte das rodovias para os trilhos, aumentando a capacidade de escoamento e reduzindo gargalos logísticos. Com as melhorias, o terminal passa a ter capacidade de movimentar até 3 milhões de metros cúbicos por ano.
O pacote de investimentos inclui ainda ampliação da armazenagem de etanol, modernização das plataformas ferroviárias e rodoviárias e reestruturação operacional, com potencial de reduzir em até dois dias o ciclo logístico entre Mato Grosso e São Paulo.
Além dos ganhos econômicos, a nova estrutura gera impacto ambiental positivo: cada composição ferroviária substitui centenas de viagens de caminhão, resultando em redução significativa de emissões de carbono, menor desgaste da malha viária e maior previsibilidade no abastecimento.
A integração logística entre Rondonópolis e o interior paulista estabelece um novo padrão de eficiência no transporte de biocombustíveis, fortalecendo a competitividade do etanol de milho brasileiro e ampliando sua presença nos mercados nacionais.





