A larva-minadora, antes considerada uma praga secundária, passou a causar impacto econômico direto nas lavouras de soja em Mato Grosso. O inseto, que se desenvolve dentro das folhas, tem avançado do terço inferior para o terço médio e ponteiros das plantas, reduzindo a área de fotossíntese, antecipando a senescência foliar e comprometendo o potencial produtivo da cultura.
Em Comodoro, no Oeste do estado, produtores registraram aumento significativo da infestação nesta safra, levando à adoção, pela primeira vez, de aplicações específicas de defensivos agrícolas para o controle da praga em áreas mais afetadas. A perda de tecido foliar funcional encurta o ciclo da soja e impacta diretamente o enchimento de grãos.
Além dos danos diretos à produtividade, a larva-minadora também favorece a entrada de doenças fúngicas, como Cercospora e Mancha-Alvo, ao provocar lesões nas folhas, ampliando os prejuízos no final do ciclo da cultura.
Condições climáticas de regiões quentes e úmidas, como o Vale do Guaporé, contribuem para a intensificação da praga, que deixou de ser secundária e passou a integrar o grupo de fatores de risco relevantes para a produção de soja no estado.