Chuvas desaceleram trabalhos no campo, mas plantio do algodão avança acima da média em Mato Grosso
Mesmo com instabilidade climática e pressão de pragas, semeadura segue dentro do esperado e supera ritmo histórico da safra Foto: Reprodução
As chuvas frequentes e os altos volumes registrados em Mato Grosso reduziram o ritmo das atividades no campo, impactando principalmente a colheita da soja e a semeadura do algodão. O cenário é apontado no boletim semanal da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), referente ao período de 18 a 24 de janeiro de 2026.
Apesar das limitações impostas pelo clima, o relatório indica que o plantio do algodão segue dentro da normalidade, com lavouras apresentando boa germinação, estande adequado e bom estabelecimento inicial, inclusive nas áreas de segunda safra.
Levantamento do Imea mostra que, até 23 de janeiro, o estado já havia plantado 47,80% da área prevista para a safra 2025/26, índice acima da média histórica de 37,53% e bem superior ao registrado no mesmo período da safra anterior (28,57%). A região sudeste lidera o avanço, seguida pelas regiões noroeste, médio-norte e oeste.
A colheita da soja, por sua vez, avança de forma pontual, limitada pelas janelas de tempo firme, com produtividades variando entre 53 e 87 sacas por hectare. Em algumas regiões, o atraso na retirada da soja tem postergado a liberação de áreas para o algodão, especialmente na segunda safra.
O boletim também aponta aumento da pressão de pragas, com destaque para o bicudo-do-algodoeiro, além de registros de mosca-branca, percevejos, tripes, pulgões e lagartas. A AMPA alerta para a necessidade de monitoramento constante e manejo integrado, diante de um cenário que combina bom potencial produtivo com elevado risco fitossanitário na safra 2025/26.






