• 27 de janeiro de 2026
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CORRUPÇÃO

Operação Gorjeta mira esquema de desvio de recursos públicos em Câmara de vereadores de MT

Investigação aponta uso de emendas parlamentares para repasse irregular de valores e envolve vereador, servidores, empresas e instituto
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Gorjeta com o objetivo de desmontar um suposto esquema de corrupção que teria causado prejuízos ao município de Cuiabá, atingindo diretamente a Câmara Municipal de Vereadores e a Secretaria Municipal de Esportes. Ao todo, são cumpridas 75 ordens judiciais expedidas no curso da investigação.

Os trabalhos são conduzidos pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram a prática dos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Entre os alvos estão um vereador, servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas privadas e um empresário. Um dos investigados é o vereador Chico 2000 (PL).

Segundo a Polícia Civil, as apurações indicam que o grupo atuava de forma organizada para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a uma empresa específica. Parte dos recursos públicos repassados retornaria, de maneira ilícita, ao parlamentar responsável pela destinação das emendas, caracterizando o desvio de finalidade do dinheiro público.

Entre as medidas judiciais estão 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em aparelhos eletrônicos. A Justiça também determinou a suspensão do exercício da função pública de dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá e de um vereador, que foi afastado do mandato parlamentar.

Além disso, seis investigados passaram a cumprir medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a proibição de manter contato entre si e com testemunhas, de acessar prédios e dependências da Câmara Municipal e da Secretaria de Esportes, bem como de se ausentar da comarca. Também foi determinada a entrega dos passaportes.

A decisão judicial ainda impede que o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá realizem contratações ou nomeações envolvendo qualquer um dos investigados. No âmbito patrimonial, foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676,04 mil em contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de bens, entre eles sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.

Como desdobramento da operação, a Justiça ordenou a suspensão das atividades do instituto investigado e determinou que a Controladoria-Geral do Município realize auditorias em todos os termos de parceria firmados entre o instituto e a Prefeitura de Cuiabá, ampliando o alcance da fiscalização sobre possíveis irregularidades.

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