• 15 de janeiro de 2026
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USDA revisa projeções para grãos e aponta alta na produção global de soja, milho e trigo em 2026

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Projeções do USDA indicam aumento na oferta mundial de grãos

O relatório de janeiro de 2026 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no boletim WASDE e analisado pela Consultoria Agro Itaú BBA, apresentou revisões positivas para a produção global de soja, milho e trigo na safra 2025/26. As atualizações refletem uma combinação de melhor desempenho de colheitas nos principais países produtores e ajustes nas exportações e estoques finais.

Soja: Brasil lidera avanço com produção recorde

A produção brasileira de soja foi revisada para cima, passando de 175 para 178 milhões de toneladas, consolidando o país como principal produtor e exportador mundial. As exportações também subiram para 114 milhões de toneladas, mantendo o Brasil como fornecedor-chave para a China.

Nos Estados Unidos, a produção foi ligeiramente ajustada para 116 milhões de toneladas, enquanto as exportações recuaram de 44,5 para 42,9 milhões de toneladas, indicando menor competitividade frente ao Brasil.

A produção mundial de soja deve alcançar 426 milhões de toneladas, com aumento de 4% na safra brasileira e queda leve na argentina, projetada em 49 milhões de toneladas.

Milho: crescimento global puxado pelos EUA e China

O USDA também revisou para cima a produção global de milho, que deve atingir 1,296 bilhão de toneladas, um aumento de 5% em relação ao ciclo anterior. O destaque foi para os Estados Unidos, cuja produção subiu para 432 milhões de toneladas, e para a China, com elevação de 295 para 301 milhões de toneladas.

No Brasil, o cenário é de estabilidade, com projeção mantida em 131 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deve produzir 53 milhões. Já o estoque final global de milho foi ajustado de 279 para 291 milhões de toneladas, refletindo a recuperação nos países do hemisfério norte.

Trigo: Argentina e Brasil apresentam expansão na safra

As perspectivas para o trigo também foram ajustadas positivamente. A produção argentina subiu de 24 para 28 milhões de toneladas, enquanto o Brasil teve aumento de 7,7 para 8 milhões.

O estoque final mundial foi revisado de 275 para 278 milhões de toneladas, impulsionado por ganhos na Europa e Rússia.

A produção global deve atingir 842 milhões de toneladas, alta de 5% em relação à safra anterior, com recuperação nas áreas produtoras da União Europeia, Índia e Canadá.

Algodão: leve retração global, mas Brasil mantém crescimento

Diferente dos grãos, o algodão apresentou ajustes negativos. A produção global foi revisada de 26,1 para 26 milhões de toneladas, com o estoque final mundial reduzido para 16,2 milhões.

Nos Estados Unidos, a estimativa caiu para 3 milhões de toneladas, enquanto no Brasil o número foi mantido em 4,1 milhões, consolidando o país como segundo maior exportador global.

A China segue como o maior produtor, com 7,5 milhões de toneladas, após revisão positiva de 200 mil toneladas.

Panorama geral e impacto no mercado

De forma geral, o WASDE de janeiro de 2026 indica uma oferta global mais robusta, com destaque para o avanço do Brasil nas exportações agrícolas.

Apesar de ajustes pontuais nos preços internacionais, a tendência é de mercado mais equilibrado, com estoques reforçados e maior estabilidade de oferta.

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, os resultados refletem recuperação climática e ampliação de área cultivada nos principais países exportadores, especialmente no Mercosul e na América do Norte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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