Mercado de suínos fecha 2025 com alta de preços e exportações recordes, aponta Cepea
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Desempenho positivo do setor suinícola em 2025
O Boletim do Suíno de dezembro, divulgado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), mostra que o mercado suinícola brasileiro manteve bom desempenho ao longo de 2025. A combinação entre oferta limitada, demanda aquecida e exportações em ritmo forte impulsionou tanto os preços internos quanto a rentabilidade do setor.
Preços firmes e produção controlada
Durante o ano, a produção e o consumo de carne suína no país permaneceram estáveis, mas a baixa disponibilidade interna — resultado da redução nos abates — contribuiu para valorizar o produto.
Em fevereiro de 2025, o suíno vivo no Paraná registrou média de R$ 8,68 por quilo, um aumento real de 10% em relação a janeiro. Esse reajuste foi repassado aos cortes e manteve o mercado firme nos meses seguintes.
Exportações atingem 1,5 milhão de toneladas
O destaque do ano foi o avanço nas exportações de carne suína, que continuam sendo um dos pilares do setor.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e dezembro de 2025, o Brasil embarcou aproximadamente 1,5 milhão de toneladas, um crescimento de 11,6% frente a 2024.
Somente em dezembro, os embarques totalizaram 136,1 mil toneladas, alta de 29,4% em relação a novembro e de 26,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Custos controlados e melhor relação de troca
Outro ponto positivo apontado pelo Cepea foi a melhora no poder de compra do suinocultor.
Com o farelo de soja — principal insumo da ração — operando em patamares mais baixos, e os preços do suíno vivo se mantendo firmes, a relação de troca atingiu o melhor nível desde 2004, início da série histórica do Cepea.
Essa combinação favoreceu a margem de lucro dos produtores, especialmente em São Paulo.
Competitividade frente às outras carnes
Mesmo com o bom desempenho, a carne suína mostrou menor competitividade em relação à carne de frango na média histórica.
Por outro lado, o produto nacional registrou uma das maiores vantagens frente à carne bovina em toda a série acompanhada pelo Cepea, reforçando seu potencial de crescimento no mercado interno e externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio






