Protocolo de entrada no confinamento: estratégias essenciais para saúde e desempenho do rebanho
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A entrada de bovinos no confinamento é uma etapa determinante para a produtividade e saúde do rebanho. O sucesso depende de um manejo cuidadoso, controle de parasitas, adaptação nutricional e atenção aos sinais clínicos, evitando prejuízos e garantindo ganho de peso eficiente.
O embarque, transporte e desembarque devem ser realizados com calma, evitando estresse, correria e contusões. Um manejo tranquilo favorece a rápida adaptação dos animais ao novo ambiente e reduz o risco de doenças.
Triagem e monitoramento: atenção aos primeiros sinais
Na recepção, é fundamental avaliar cada animal observando:
- Locomoção: animais mancando podem apresentar lesões nos cascos ou membros.
- Ferimentos: inspeção de pés e demais regiões do corpo.
- Olhos: aparência afundada indica desidratação; excesso de lágrimas pode sugerir irritações ou infecções oculares e respiratórias.
- Nariz e respiração: corrimentos claros em pequena quantidade são normais; tosse, respiração dificultosa ou ruídos respiratórios exigem atenção.
Alterações detectadas devem ser tratadas imediatamente seguindo protocolos sanitários definidos pelo médico-veterinário, complementadas por rondas diárias de monitoramento, especialmente nas primeiras semanas.
Período de adaptação: essencial para saúde e socialização
Após o desembarque, recomenda-se manter os animais em piquetes de adaptação por 7 a 14 dias, com acesso a:
- Água limpa
- Cocho para mineralização
- Dieta de adaptação
Esse período é crucial para reidratação, ressocialização, estabelecimento de hierarquias sociais e familiarização com rotinas do confinamento, incluindo movimentação de pessoas e máquinas.
Animais provenientes de longas viagens chegam desidratados, sendo possível corrigir essa condição com produtos específicos diluídos na água de bebida, disponíveis à vontade.
Controle de parasitas desde a entrada
O controle de verminoses e ectoparasitas é essencial para manter o desempenho do rebanho. Segundo Marcos Malacco, médico-veterinário da Ceva Saúde Animal, a aplicação de Eprecis® (eprinomectina injetável) garante o controle eficaz de vermes redondos, enquanto Fiproline Duo® (fipronil 3%) atua rapidamente contra carrapatos, moscas e outras pragas externas, prevenindo doenças como a tristeza parasitária bovina.
Suporte nutricional e imunológico
A transição para o confinamento pode reduzir a imunidade dos bovinos devido ao estresse do transporte, restrição de espaço, ressocialização e mudança alimentar. Por isso, suplementos nutricionais com aminoácidos, macrominerais e colina são fundamentais para a produção de anticorpos e fortalecimento do sistema imunológico.
O uso de Roboforte® injetável logo na entrada do confinamento melhora o apetite, reduz o desperdício de ração e contribui para ganhos médios diários superiores a 300g, segundo estudos de campo.
Imunização estratégica: prevenção de raiva bovina
Em regiões endêmicas, a vacinação contra a raiva bovina é essencial para proteger a saúde dos animais e prevenir prejuízos econômicos e sanções sanitárias. Rabmune® é indicado como alternativa confiável para imunização preventiva, complementando o protocolo de entrada.
Conclusão: integrando práticas para maior produtividade
Um protocolo de entrada estruturado garante que o potencial genético e nutricional dos animais seja aproveitado, promovendo:
- Maior ganho de peso
- Redução de doenças
- Melhor retorno sobre o investimento
Ao integrar manejo, monitoramento, controle de parasitas, suporte nutricional e imunização, o produtor maximiza o desempenho e o bem-estar do rebanho no confinamento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio






