• 9 de janeiro de 2026
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Desafios no Campo: Custos Operacionais e Juros Pressionam Rentabilidade na Safra 2024/25

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O cenário para o produtor rural brasileiro na safra 2024/25 permanece desafiador. Embora o setor observe uma estabilização nos insumos básicos, a rentabilidade final continua sob forte pressão. O equilíbrio entre a queda nos custos diretos e a alta nas despesas operacionais define um momento de cautela e margens estreitas para o agronegócio nacional.

Estabilização de Fertilizantes e Defensivos Alivia Custos Diretos

Um dos pontos positivos do ciclo atual é a normalização da oferta de fertilizantes. Após períodos de incerteza, a estabilidade geopolítica permitiu que os preços desses insumos parassem de subir.

Além disso, o mercado de defensivos agrícolas tem passado por transformações importantes:

  • Aumento de Genéricos: Maior oferta de produtos não patenteados.
  • Estoques Elevados: A alta disponibilidade na cadeia de distribuição forçou uma contenção nos preços.
  • Variação Nominal: Em 2025, os custos diretos apresentaram de estabilidade a leve queda nominal, oferecendo um respiro pontual ao fluxo de caixa.
Logística e Inflação de Serviços: Os Novos Vilões

Se os insumos químicos deram trégua, os custos operacionais seguiram o caminho inverso. O produtor enfrenta agora uma “inflação de serviços” que corrói os ganhos obtidos na porteira para dentro.

As despesas logísticas foram impulsionadas pela valorização dos combustíveis, elevando o frete. Simultaneamente, o cenário de pleno emprego no país dificultou a contratação de mão de obra qualificada, encarecendo os serviços essenciais ao manejo e à colheita.

O Peso dos Juros e a Alavancagem Financeira

A saúde financeira das propriedades também é testada pelas taxas de juros elevadas. Produtores que dependem de crédito para financiar a produção ou que possuem dívidas estruturadas (alavancagem) sentem o impacto direto no lucro líquido. O custo do dinheiro hoje é um dos principais fatores que impedem uma recuperação mais robusta das margens de lucro.

Raio-X da Rentabilidade: Soja e Milho

De acordo com os dados analisados, a margem EBITDA para um produtor que cultiva soja na primeira safra e milho na segunda (em terra própria) ficou em 16,6 sacas de soja por hectare.

Embora esse número seja ligeiramente superior ao registrado na temporada anterior, ele ainda reflete a compressão do lucro. O alerta acende para a safra 2025/26, cuja tendência aponta para um aumento ainda mais acentuado na pressão sobre os custos totais de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Desafios no Campo: Custos Operacionais e Juros Pressionam Rentabilidade na Safra 2024/25

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