Baixa adoção de sementes híbridas limita produtividade na pecuária brasileira
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Agricultura lidera uso de sementes híbridas
O uso de sementes híbridas já é padrão na agricultura moderna, com adoção quase total em culturas como milho e em expansão em arroz na Ásia. Esses materiais são valorizados por oferecer maior produtividade, estabilidade frente a estresse climático, melhor sanidade e retorno econômico previsível.
O mercado global de sementes híbridas foi avaliado em US$ 92,8 bilhões em 2024 e deve ultrapassar US$ 190 bilhões até 2033, segundo a Global Growth Insights. Nos Estados Unidos, o milho híbrido alcançou 100% de adoção desde meados do século XX, enquanto a China planta mais de 57% de sua área de arroz com híbridos, responsáveis por cerca de 75% da produção nacional.
Pecuária ainda apresenta baixo índice de adoção
Na pecuária, a incorporação de híbridos de Urochloa evolui lentamente. Apesar de apresentarem vantagens consistentes, como maior produção de matéria seca, valor nutricional superior, vigor de rebrota e tolerância a períodos secos, os pastos brasileiros ainda são dominados por cultivares convencionais.
Segundo Alex Wolf, CEO da Wolf Sementes, “a adoção de híbridos ainda é baixa, criando uma lacuna de eficiência justamente quando o setor é pressionado a produzir mais carne por hectare e reduzir impactos ambientais”.
Estudos indicam que milhões de hectares de pastagens no Brasil apresentam algum nível de degradação, reflexo da baixa renovação e do uso de materiais menos produtivos, mesmo com alternativas superiores disponíveis.
Impacto comprovado na produtividade
A Fazenda Rancho Alegre, em Auriflama (SP), implantou a Brachiaria Híbrida Mavuno em áreas de recria e terminação. Com manejo adequado e adubação alinhada ao potencial genético do híbrido, os resultados superaram a média histórica da propriedade:
- Terminação: ganho diário de 1,25 kg, cerca de 25% acima do desempenho anterior;
- Recria: ganho médio diário de 0,76 kg, antecipando o abate em aproximadamente três meses;
- Pasto mais denso e uniforme, permitindo aumentar a taxa de lotação sem comprometer o desempenho.
Esses dados reforçam o potencial dos híbridos como ferramenta de intensificação sustentável da produção pecuária.
Híbridos como próximo passo da pecuária tropical
A Wolf Sementes tem trabalhado junto a revendas, distribuidores, centros de pesquisa e universidades para demonstrar os benefícios técnicos e científicos dos híbridos forrageiros. O foco é aumentar a produção de arrobas por hectare, recuperar áreas degradadas e atender a um mercado que exige eficiência e sustentabilidade.
“Nossa visão é que a expansão das cultivares híbridas representa não apenas a adoção de uma nova tecnologia, mas a próxima fronteira de competitividade da pecuária tropical”, afirma Alex Wolf.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio






