• 7 de janeiro de 2026
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Safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deve ter área recorde, mas menor produção

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Área plantada atinge recorde histórico em Mato Grosso

A safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deverá registrar uma área plantada recorde, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). As projeções indicam 13,01 milhões de hectares cultivados, um aumento de 1,67% em relação à temporada anterior.

Analistas apontam que esse avanço, embora positivo, reflete uma postura mais cautelosa dos produtores, influenciada pelo aumento dos custos de produção e pela incerteza climática que marcou o início do ciclo.

Clima desfavorável compromete o potencial produtivo

Mesmo com o plantio mais rápido dos últimos cinco anos, o ritmo inicial não garantiu bons resultados. A estiagem e as altas temperaturas registradas em diferentes regiões do estado reduziram o desempenho das lavouras, especialmente nas áreas que sofreram estresse hídrico nas fases iniciais de desenvolvimento.

Como resultado, a produtividade média foi projetada em 60,45 sacas por hectare, representando uma queda de 8,81% em comparação com a safra 2024/25. Apesar da ampliação da área, a produção total deve cair 7,29%, ficando estimada em 47,18 milhões de toneladas.

Comercialização segue em ritmo mais lento

Os números do Imea também apontam atraso na comercialização da soja 2025/26. Até novembro de 2025, 38,42% da produção prevista havia sido negociada, percentual 2,67 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior.

Com a expectativa de menor oferta e maior demanda das indústrias esmagadoras, as exportações de soja de Mato Grosso estão projetadas em 29,33 milhões de toneladas.

Semeadura foi concluída, mas com atraso em algumas regiões

O Imea informou que o plantio da soja foi finalizado em 5 de dezembro, atingindo 100% dos 13 milhões de hectares previstos. O início das atividades ocorreu em ritmo acelerado, impulsionado pelas chuvas registradas no começo do período de semeadura.

Entretanto, o final de outubro trouxe estiagem e calor intenso, o que desacelerou os trabalhos a campo e reduziu o desempenho médio. As regiões centro-sul, nordeste e sudeste foram as mais afetadas pela irregularidade das precipitações, o que atrasou o encerramento da semeadura para o início de dezembro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio