• 7 de janeiro de 2026
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Entenda como o glifosato age nas plantas daninhas e por que seu uso requer conhecimento técnico

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O uso de herbicidas no campo exige compreensão técnica sobre o modo de ação de cada produto e seus efeitos sobre as plantas ao longo do tempo. Segundo Walisson Cardoso, operador de máquinas agrícolas, o glifosato é muitas vezes interpretado de forma limitada, embora seu funcionamento alcance uma ampla gama de espécies vegetais.

Diferente do que muitos acreditam, o glifosato não atua apenas sobre plantas de folhas largas. Ele é classificado como herbicida sistêmico e não seletivo, o que significa que tem efeito tanto sobre gramíneas quanto sobre dicotiledôneas. Após a aplicação, o produto é absorvido pelas folhas através da cutícula e transportado pelo floema, alcançando diferentes partes da planta.

Como o glifosato interfere no metabolismo das plantas

O princípio ativo do glifosato atua bloqueando a enzima EPSPS (5-enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase), essencial para a síntese de aminoácidos que sustentam o crescimento vegetal. Quando essa enzima é inibida, o metabolismo da planta é comprometido, levando à paralisação do crescimento e, posteriormente, à morte gradual.

Esse processo explica por que o controle das plantas daninhas não é imediato — o efeito depende do estágio de desenvolvimento da planta e das condições ambientais. O desempenho do herbicida tende a ser mais eficiente quando as plantas estão em crescimento ativo, o que favorece a translocação interna do produto.

Aplicações em culturas como a cana-de-açúcar

Em cultivos como a cana-de-açúcar, o manejo do glifosato requer atenção especial. A aplicação dirigida é uma estratégia importante para aumentar a eficiência no controle das plantas daninhas e, ao mesmo tempo, evitar danos à cultura principal. Esse cuidado é essencial para garantir resultados consistentes e preservar o potencial produtivo da lavoura.

Conhecimento técnico é essencial para o uso responsável do herbicida

Compreender o modo de ação do glifosato é fundamental para evitar falhas de controle, reduzir riscos de fitotoxicidade e promover um manejo mais eficiente e sustentável. Assim, o trabalho no campo vai além da operação de máquinas: exige conhecimento aplicado e decisões técnicas precisas no uso de defensivos agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio