• 6 de janeiro de 2026
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Corte de área deve reduzir oferta de algodão no Brasil em 2026/27, aponta Safras & Mercado

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A safra brasileira de algodão 2026/27 deve registrar menor oferta em função do corte de área, segundo avaliação do analista e consultor da Safras & Mercado, Gil Barabach. Ele explica que a redução no plantio tende a refletir diretamente na disponibilidade do produto no próximo ciclo.

Apesar disso, o especialista pondera que os preços do algodão ainda devem enfrentar limitações para altas expressivas, especialmente no início de 2026. Contudo, os níveis historicamente baixos atuais podem abrir espaço para correções técnicas ao longo do período.

Consumo global e juros podem influenciar reajuste nos preços

De acordo com Barabach, sinais de recuperação no consumo mundial podem servir de gatilho para o reajuste das cotações, especialmente em um cenário de juros mais baixos nos Estados Unidos e retomada das compras pela China.

Esse ambiente tende a favorecer a indústria têxtil e o consumo de fios e algodão, contribuindo para um novo ponto de equilíbrio de preços e afastando o mercado das mínimas registradas recentemente.

Ajustes estruturais serão fundamentais para a recuperação

O analista destaca que uma recuperação consistente do mercado dependerá de mudanças estruturais na oferta global. Entre os fatores que poderiam favorecer esse reequilíbrio, estão uma safra menor no Brasil e uma possível redução dos subsídios à produção na China.

Barabach lembrou que a alta produção chinesa, combinada ao menor ritmo de importações do país, foi um dos principais fatores de pressão baixista sobre os preços internacionais de algodão no último ciclo.

Produção brasileira deve cair em 2025/26, segundo Conab

Dados do 3º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção brasileira de algodão em pluma na safra 2025/26 deve alcançar 3,959 milhões de toneladas, abaixo das 4,076 milhões de toneladas registradas na temporada anterior.

A produtividade média está estimada em 1.885 quilos por hectare, recuo frente aos 1.954 quilos por hectare observados em 2024/25. Já a área plantada deve crescer levemente, passando de 2,085 milhões para 2,1 milhões de hectares, alta de 0,7%.

Mato Grosso lidera, mas deve ter queda na produção

O Mato Grosso, maior produtor nacional, deverá colher 2,669 milhões de toneladas de algodão em pluma, redução de 5,4% em relação à safra anterior (2,852 milhões de toneladas).

Na Bahia, segunda maior produtora, a expectativa é de alta de 2,5%, com produção de 859,4 mil toneladas, ante 838,4 mil toneladas em 2024/25.

Já Goiás deve registrar leve retração de 1,1%, com 54,6 mil toneladas, frente às 55,2 mil toneladas da safra passada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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