Certificações de lubrificantes garantem segurança e credibilidade na indústria de alimentos
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Mercado global de alimentos segue em expansão
O setor alimentício mundial vive um momento de crescimento contínuo. Segundo dados da Statista Market Insights, o mercado global de alimentos deve alcançar uma receita estimada de US$ 9,45 trilhões em 2025, com projeção de expansão até 2030, a uma taxa média anual de 6,3%.
Essa evolução vem acompanhada de um aumento nas exigências por segurança, rastreabilidade e controle sanitário em todas as etapas de produção — da matéria-prima ao produto final. Nesse contexto, até os elementos menos perceptíveis dentro de uma fábrica, como os lubrificantes industriais, desempenham um papel essencial na integridade dos alimentos.
Lubrificantes: o elo invisível da segurança alimentar
Presente em quase todas as máquinas industriais, o lubrificante é responsável por reduzir o atrito e garantir o funcionamento contínuo dos equipamentos. No entanto, em ambientes de produção de alimentos, até mesmo um mínimo contato entre lubrificante e produto pode gerar risco de contaminação.
Lubrificantes convencionais — formulados para setores como o automotivo ou metalúrgico — não são apropriados para o uso em plantas alimentícias, pois podem conter substâncias proibidas pelas agências regulatórias.
O uso de produtos inadequados coloca toda a operação em risco: uma pequena contaminação pode resultar no recolhimento de lotes, penalidades da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e danos à imagem da marca. Ainda assim, algumas empresas, em busca de economia, acabam negligenciando esse requisito, comprometendo a segurança do consumidor.
Certificações internacionais asseguram conformidade e qualidade
Para garantir a segurança e atender aos padrões globais, o setor adota os lubrificantes de grau alimentício, que possuem certificações específicas e amplamente reconhecidas.
Entre os principais selos, destacam-se:
- ISO 21469 – certifica que o lubrificante foi produzido sob condições sanitárias controladas;
- NSF H1 – autoriza o uso em locais onde pode ocorrer contato incidental com alimentos;
- HALAL e KOSHER – asseguram conformidade com exigências religiosas e culturais, requisito fundamental para empresas exportadoras.
Essas certificações funcionam como garantias de procedência e segurança, fortalecendo a credibilidade das marcas no mercado interno e internacional.
Distribuidores especializados conectam indústria e tecnologia segura
A Lubvap Special Lubricants, com mais de 15 anos de atuação no mercado de soluções em lubrificação industrial, é uma das empresas que operam nesse segmento especializado. A distribuidora trabalha com marcas certificadas e reconhecidas mundialmente, como Fuchs, Setral e Klüber.
Segundo Luiz Maldonado, CEO da Lubvap, o principal critério na escolha dos produtos é a garantia de origem e qualidade:
“Trabalhamos com fabricantes que possuem a certificação ISO 21469, o que significa que suas fábricas são auditadas por padrões rigorosos de higiene e segurança”, explica.
O papel do distribuidor é indicar o lubrificante adequado para cada aplicação, desde compressores de ar até engrenagens de misturadores, assegurando a compatibilidade técnica e sanitária em toda a linha de produção.
Investimento em segurança é proteção contra riscos operacionais
Embora os lubrificantes certificados tenham custo mais elevado, o investimento representa uma proteção estratégica. Para Maldonado, o diferencial financeiro deve ser analisado sob a ótica da gestão de risco:
“É o custo para evitar um problema que pode interromper a produção e comprometer a reputação da empresa por anos”, destaca o executivo.
A tendência é que as exigências por transparência e rastreabilidade na cadeia produtiva continuem crescendo. O consumidor moderno busca saber a origem e os processos envolvidos na fabricação dos alimentos — e isso inclui a segurança até dos insumos mais discretos, como os lubrificantes industriais.
“A escolha do lubrificante adequado é uma decisão estratégica que envolve não apenas o setor de manutenção, mas também as áreas de qualidade e diretoria”, complementa Maldonado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio






