Dois homens são condenados por execução de jovem que havia denunciado ameaças no interior do estado
Acusados pegaram 18 anos de detenção Foto:
Mais de um ano após o brutal assassinato de Vitória Régia Pereira de Santana, de 21 anos, dois dos três indiciados pelo crime foram condenados pelo tribunal do júri, em Cocalinho (a 765 km de Cuiabá). Luan Souza Lopes e Mikael Custódio de Jesus receberam penas de 18 anos e seis meses de prisão, em regime fechado. O terceiro acusado foi absolvido por decisão da juíza Silvana Fleury Curado.
Vitória foi morta a tiros no dia 8 de fevereiro de 2024, no Bairro Alto Cocalinho. Duas semanas antes do crime, a jovem havia procurado a Delegacia do município para denunciar agressões e ameaças de morte que vinha sofrendo, incluindo os chamados “salves” – punições aplicadas com violência física.
Com medo, mas determinada, ela relatou os abusos à Polícia Civil, que, com apoio da assistência social, chegou a retirá-la da cidade como forma de proteção. No entanto, mesmo após as medidas emergenciais, Vitória acabou executada a tiros na mesma data da denúncia.
A investigação levou à deflagração da Operação Tribunal Paralelo, ainda em fevereiro de 2024, sob coordenação do delegado Valmon Pereira da Silva. Ao todo, foram cumpridas dez ordens judiciais, entre mandados de busca, prisões temporárias e a internação provisória de uma adolescente envolvida no caso.
“Estamos enfrentando uma verdadeira batalha contra o crime organizado em Cocalinho, e essas condenações mostram que estamos vencendo”, declarou o delegado após o julgamento.