• 4 de abril de 2025
#Mato Grosso #Polícia

INTERDIÇÃO

Polícia Civil interdita laboratório por suspeita de fraude em exames

Laboratório teria contratos com a Prefeitura de Cuiabá
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Um laboratório de análises clínicas localizado na região centro-norte de Cuiabá foi interditado nesta quinta-feira (3) durante uma ação conjunta da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária Municipal. A operação contou com o apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O estabelecimento, contratado pela gestão anterior da Prefeitura, também atendia um plano de saúde e clientes particulares.

As investigações apontam que o laboratório não realizava a análise das amostras coletadas e emitia laudos laboratoriais possivelmente falsificados. O proprietário foi preso em flagrante pelos crimes de peculato e está sendo investigado por estelionato.

Denúncia e fiscalização

A operação foi desencadeada após a Vigilância Sanitária receber denúncias de que o laboratório não processava o material enviado pela Prefeitura nem as coletas feitas no próprio local. A suspeita é que centenas de exames não tenham sido realizados, gerando riscos à saúde dos pacientes.

Durante a fiscalização, os agentes flagraram uma funcionária coletando sangue de um paciente da Prefeitura, mas, no interior do laboratório, nenhum equipamento estava em funcionamento. Também não foram encontrados reagentes ou produtos químicos para análise, e máquinas estavam desligadas.

Além disso, diversas amostras coletadas estavam armazenadas de forma inadequada, expostas sobre uma mesa, sem refrigeração.

Justificativa do proprietário

Ao ser questionado, o dono do laboratório alegou que as amostras eram enviadas para um laboratório terceirizado. No entanto, não soube informar o endereço da unidade, o nome de responsáveis ou qualquer contato do local. Ele também não tinha acesso ao sistema da suposta empresa e afirmou que um motoboy fazia o transporte dos materiais.

Providências e penalidades

Diante das irregularidades constatadas, a Vigilância Sanitária interditou o laboratório e aplicou multa. O empresário foi encaminhado à Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), onde foi autuado em flagrante por peculato e encaminhado para audiência de custódia.

O delegado responsável pela investigação, Rogério Ferreira, destacou a gravidade da situação:

“Ficou claro que, de forma irresponsável e perigosa para a saúde e vida de terceiros, os responsáveis pelo laboratório deixavam de realizar a análise de amostras recebidas da Prefeitura e de clientes particulares, podendo estar fraudando os resultados dos laudos laboratoriais.”

As investigações continuam para apurar o total de exames possivelmente fraudados e se outras pessoas estão envolvidas no esquema.

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