• 3 de abril de 2025
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Suzano adota joaninhas no combate a pragas em florestas de eucalipto

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A Suzano, líder mundial na produção de celulose e referência global em bioprodutos derivados do eucalipto, implementou uma solução inovadora para o controle de pragas em suas florestas: o uso de joaninhas. Essa abordagem, pioneira no Brasil, está sendo aplicada em larga escala nos estados de São Paulo, Maranhão e Mato Grosso do Sul, abrangendo uma área de 57 mil hectares em 2024. O projeto visa não só combater as pragas, mas também reduzir o impacto ambiental ao diminuir o uso de defensivos agrícolas. Em seu primeiro ano de implementação, a iniciativa resultou em uma redução de 17,1 mil quilos de produtos com defensivos, gerando uma economia superior a R$ 3 milhões para a empresa.

Desenvolvido em colaboração com a Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, a Embrapa Florestas e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), o projeto é um avanço significativo nas pesquisas brasileiras sobre controle biológico. O foco está na utilização da biodiversidade para o controle preventivo de pragas, alinhando-se com as práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes a longo prazo.

O inseto utilizado é a joaninha Olla v-nigrum, que se alimenta do Glycaspis brimblecombei, também conhecido como psilídeo-de-concha, uma das principais pragas que afeta o cultivo de eucalipto. Com sua ocorrência natural no Brasil, a joaninha é capaz de se adaptar rapidamente ao ambiente. Apenas 24 a 48 horas após ser liberada, ela começa a explorar a área em busca de alimento e, em condições ideais, inicia seu ciclo reprodutivo entre 5 e 7 dias após o acasalamento. Para garantir a eficácia do controle biológico, é necessário que a temperatura ambiente não ultrapasse 37°C, sendo ideal uma variação entre 20°C e 37°C e um nível moderado de umidade.

Antes da liberação das joaninhas, a Suzano conduziu extensos estudos sobre o comportamento da espécie em diferentes condições climáticas e alimentares. Segundo Maurício Magalhães Domingues, pesquisador principal da empresa, o processo incluiu dois anos de pesquisas intensivas realizadas por uma equipe de quatro entomologistas na Unidade Florestal de Três Lagoas (MS), simulando o ambiente de floresta para estudar a interação das joaninhas com as pragas.

“A inovação e a sustentabilidade são pilares na Suzano. O uso de joaninhas como controle biológico não apenas contribui para a preservação ambiental, mas também fortalece a biodiversidade local e gera benefícios sociais, como o incentivo à ciência e à criação de empregos. Esta prática é um exemplo de como podemos avançar em soluções mais sustentáveis para o setor florestal”, afirma Maurício.

As pesquisas sobre o uso das joaninhas começaram em 2022, com a identificação de populações nativas em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Tocantins, durante surtos da praga do eucalipto. Em 2023, a empresa avançou com a criação experimental da espécie e a técnica de multiplicação e liberação em larga escala, liberando 210 mil joaninhas no ano seguinte. No ambiente natural, o equilíbrio ecológico impede que os agentes de controle biológico se tornem superpopulosos, já que sua sobrevivência depende da quantidade de pragas disponíveis para alimentação.

Embora essa estratégia seja inédita no Brasil, países como os Estados Unidos já utilizam o controle biológico com joaninhas em seus plantios comerciais de eucalipto, comprovando sua eficácia como uma alternativa sustentável no manejo florestal.

Para mais informações sobre esta e outras iniciativas sustentáveis da Suzano, acesse o Relatório Anual de Sustentabilidade da companhia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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