• 4 de abril de 2025
#Agronegócio

China se compromete a tomar decisão equilibrada sobre investigação de tarifas sobre carne bovina

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A China anunciou que tomará uma decisão “justa e objetiva” após a audiência de sua investigação sobre as importações de carne bovina, uma análise que pode resultar em tarifas mais altas ou limites de importação, caso a produção interna do país seja considerada ameaçada. A investigação, iniciada no ano passado, abrange todas as importações de carne bovina, sem focar em um país específico, e ocorre em um momento crítico para o mercado chinês, que enfrenta uma desaceleração da demanda e excesso de oferta doméstica.

A audiência realizada na segunda-feira contou com a presença de aproximadamente 180 representantes, incluindo autoridades dos principais países fornecedores de carne bovina – Brasil, Argentina, Uruguai, Austrália e Estados Unidos. Também participaram exportadores, associações comerciais, importadores chineses e produtores domésticos de carne bovina, conforme comunicado do Ministério do Comércio da China.

Em 2024, a China registrou um recorde de 2,87 milhões de toneladas métricas de carne bovina importada, de acordo com dados alfandegários. Esse aumento acentuou as preocupações sobre possíveis restrições comerciais que poderiam afetar os principais fornecedores do país.

Joe Schuele, porta-voz da Federação de Exportação de Carne dos EUA, afirmou que a carne bovina americana é voltada principalmente para os setores de varejo e serviços de alimentação de alto padrão na China, sem competir diretamente com a carne bovina nacional, que, geralmente, tem preços mais baixos. “Não acreditamos que quaisquer restrições à carne bovina dos EUA irão beneficiar a indústria nacional”, destacou Schuele.

Por sua vez, um consultor brasileiro do setor, que preferiu não ser identificado, disse que a carne bovina do Brasil é competitiva em termos de preço e abrange segmentos do mercado interno chinês. “Todos aqui estão preocupados com o resultado desta investigação”, afirmou o consultor.

A inquietação no setor aumentou com os acontecimentos recentes. No mês passado, a alfândega chinesa suspendeu temporariamente as importações de carne bovina de seis empresas situadas no Brasil, Argentina e Uruguai. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes informou em março que essas empresas não cumpriram os requisitos chineses para o registro de estabelecimentos estrangeiros, sem fornecer mais detalhes. Entre as fábricas afetadas está uma unidade da JBS, localizada no estado de Goiás, uma das maiores exportadoras de carne bovina para a China.

“Os comerciantes temem que mais suspensões possam ocorrer”, comentou o consultor.

A investigação, que teve início em 27 de dezembro, deve durar oito meses, embora possa ser estendida em circunstâncias excepcionais. Enquanto isso, a China ainda não renovou os registros de exportação para as instalações de carne bovina dos EUA, cujo prazo expirou em 16 de março, gerando incertezas entre os comerciantes ao negociarem carne bovina americana produzida após essa data.

A indústria de carne bovina dos EUA já enfrenta uma tarifa de 10% imposta como parte das taxas retaliatórias da China sobre cerca de US$ 21 bilhões em produtos agrícolas americanos. Qualquer restrição adicional prejudicaria ainda mais as vendas. Brasil, Uruguai, EUA e Austrália continuam sendo os principais fornecedores de carne bovina para o mercado chinês.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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