• 2 de abril de 2025
#Agronegócio

Iphan Considera Tombamento da Fazenda Santa Elisa em Debate sobre Patrimônio de Pesquisa Agrícola

Foto:

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está avaliando a possibilidade de tombar propriedades integrantes da Rota do Café, um circuito que conecta o litoral paulista ao interior de São Paulo. A declaração foi feita por Danilo Nunes, superintendente do Iphan, durante um debate realizado na Câmara Municipal de Campinas. O encontro teve como foco a proteção da Fazenda Santa Elisa, que pertence ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e abriga o maior banco de germoplasma de café do Brasil, além de pesquisas significativas, como as voltadas à macaúba, uma planta considerada promissora como biocombustível.

Em 2023, o Governo de São Paulo iniciou estudos para o possível desmembramento da fazenda, com o intuito de vender parte de sua área. Diante dessa ameaça, o Instituto Fazendas Paulistas (IFP) solicitou ao Iphan o tombamento da propriedade, cuja análise corre em paralelo com o projeto da Rota do Café.

Nunes afirmou que a intenção é garantir a preservação das fazendas de café, como parte de um projeto mais amplo que integra diferentes patrimônios culturais, criando uma paisagem cultural conectada por esse patrimônio. Embora o tombamento não inviabilize a venda da área, ele imporia restrições à sua intervenção. “A questão do tombamento é extremamente relevante, pois pode limitar algumas ações do governo. Contudo, é essencial lutar contra a venda e a apropriação de um patrimônio público, que pertence a todos nós”, alertou Helena Dutra Lutgens, presidente da APqC, durante o evento.

Lutgens também ressaltou que outras fazendas de pesquisa, além da Fazenda Santa Elisa, correm risco de serem vendidas. O Estado de São Paulo atualmente possui 39 áreas de pesquisa agrícola, incluindo a Santa Elisa, todas ameaçadas por esse processo de desmembramento. A presidente da APqC destacou que as pesquisas realizadas pelo IAC têm impacto nacional, beneficiando os cafeicultores, que dependem dos avanços tecnológicos, como o desenvolvimento de variedades de café resistentes às mudanças climáticas e sem cafeína.

Além disso, outras 37 áreas voltadas à pesquisa ambiental, anteriormente administradas pelo Instituto Florestal, também estão ameaçadas de venda. Essas áreas foram afetadas pela fusão do Instituto Florestal com outros órgãos, como o Instituto de Botânica e a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).

Em fevereiro, o Governo de São Paulo confirmou, por meio de ofício à Assembleia Legislativa, que estuda a venda de 25 dessas áreas, incluindo a Santa Elisa. Maria Rita Amoroso, vice-presidente do IFP e autora do pedido de tombamento da fazenda, reforçou a importância das pesquisas científicas no desenvolvimento agrícola do Estado. “Os fazendeiros precisam da pesquisa pronta para enfrentar pragas e implementar novas tecnologias. O que não podemos permitir é que a especulação imobiliária coloque em risco esse patrimônio”, afirmou.

Gustavo Petta (PCdoB), vereador de Campinas, também destacou a relevância da Fazenda Santa Elisa como um patrimônio científico, ambiental, histórico, cultural e agrícola. “Por todas essas razões, precisamos avançar na proteção desta fazenda”, concluiu. O pedido de tombamento surge como uma medida urgente para resguardar a fazenda de pesquisa diante da ameaça de venda e especulação imobiliária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Iphan Considera Tombamento da Fazenda Santa Elisa em Debate sobre Patrimônio de Pesquisa Agrícola

Pressão sobre preços da lima ácida tahiti

Iphan Considera Tombamento da Fazenda Santa Elisa em Debate sobre Patrimônio de Pesquisa Agrícola

Mãe é presa por agressão à filha