• 29 de março de 2025
#Agronegócio

Perspectivas para o Mercado de Café: Preços em Alta, Mas Exportações Desaceleram

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O mais recente relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA traz uma análise detalhada sobre o mercado de café, destacando as atualizações das principais commodities agrícolas. O cenário para o café arábica mostra um impacto significativo das condições climáticas no Brasil, com seca prolongada e o real mais forte frente ao dólar, impulsionando o preço da commodity nas bolsas internacionais. No entanto, em termos de reais, os preços registraram variações modestas.

O mercado do café arábica viu uma leve alta nos preços na Bolsa de Nova York, que subiram de USD 3,78 por libra-peso no início de fevereiro para USD 3,95 por libra-peso em 19 de março, o que representou um aumento de 4,4% no período. Contudo, em reais, o crescimento foi de apenas 0,8%, devido à desvalorização de 4,4% da moeda americana, que fechou a R$ 5,65/USD em março. Já o preço do robusta, na Bolsa de Londres, apresentou uma queda de 2,6%, ajustando o preço do conilon para R$ 2.000 por saca, enquanto o arábica foi negociado a cerca de R$ 2.500 por saca.

O clima de seca no Brasil, especialmente nas regiões produtoras de café arábica e robusta, afetou a granação e o enchimento dos grãos, prejudicando a produção. Esse cenário, aliado à dificuldade em realizar adubações devido ao calor excessivo, gera a expectativa de grãos menores e uma possível redução da produtividade, cujos efeitos mais profundos só serão conhecidos no segundo semestre, após o beneficiamento. A previsão é de que as chuvas retornem nos próximos dias, o que pode aliviar as lavouras.

No que tange às exportações, os números mostraram uma desaceleração significativa, passando de 4 milhões de sacas em janeiro para 3,3 milhões de sacas em fevereiro de 2025. A queda foi mais acentuada para o robusta, com uma redução de 60% em relação ao mesmo mês de 2024. Apesar disso, o total exportado na safra 2024/25, entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, cresceu 8,9% na comparação anual. No entanto, os últimos três meses registraram uma queda nas exportações em relação ao ano anterior.

A colheita de conilon já está em andamento, mas, nos próximos trinta dias, não haverá disponibilidade de café novo em volume significativo, o que deve manter os preços firmes. As exportações também podem desacelerar nos próximos meses, com a previsão de um volume médio de 2,7 milhões de sacas por mês entre março e junho. A expectativa é que a safra de 2024/25, estimada em 66,4 milhões de sacas, precise ser revisada para cima caso o fluxo de exportações supere as previsões.

A análise aponta que, com a baixa disponibilidade de cafés remanescentes e com os estoques nas mãos de produtores mais capitalizados, os preços devem continuar sustentados no curto prazo. Além disso, um possível fortalecimento do real pode levar o mercado de Nova York a ajustar os preços para cima. A incerteza climática, somada ao amplo diferencial de preços entre o Brasil e Nova York, tem afastado o produtor da comercialização, o que tem impactado as vendas.

O mercado global também apresenta um cenário de aperto na oferta, com o déficit de produção previsto para 2025/26, embora um crescimento menor do consumo, de cerca de 1%, possa reverter a situação, transformando o déficit projetado em um superávit de 3 milhões de sacas, ainda assim mais apertado que o ciclo atual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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