• 2 de abril de 2025
#Agronegócio

Dólar inicia o dia em leve alta após novo aumento da Selic pelo Copom

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O dólar iniciou o pregão desta quinta-feira (20) com leve alta, reagindo à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil de elevar a Selic, taxa básica de juros do país. A moeda americana subia 0,12%, cotada a R$ 5,6543 às 09h10. No dia anterior, o dólar recuou 0,43%, sendo negociado a R$ 5,6474, acumulando perdas de 1,67% na semana, 4,54% no mês e 8,61% no ano.

A decisão do Copom, anunciada na quarta-feira, aumentou a Selic em 1 ponto percentual, elevando-a para 14,25% ao ano, o maior nível desde a crise econômica de 2015-2016. A medida é uma tentativa do Banco Central de controlar a inflação, que se mantém elevada devido a fatores internos e externos, como a valorização do dólar e questões climáticas que afetam os alimentos.

O comunicado do Copom indicou que, embora a alta tenha sido significativa, o BC está disposto a implementar um novo aumento, mas com magnitude reduzida. A expectativa é que a taxa Selic atinja 15% ao ano até 2025, conforme analistas do mercado financeiro. A alta dos juros é uma das principais ferramentas do Banco Central para conter a inflação, que registrou um aumento de 5,06% nos últimos 12 meses, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Na mesma data, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve suas taxas de juros entre 4,25% e 4,50% ao ano, em linha com as previsões do mercado. Essa diferença nas taxas de juros entre os dois países deve atrair mais investimentos para o Brasil, que oferece rendimentos mais altos em seus títulos públicos.

Ibovespa em alta

O índice Ibovespa também refletiu o otimismo do mercado, encerrando a véspera com alta de 0,79%, aos 132.508 pontos. Com isso, o índice acumula ganhos de 2,75% na semana, 7,91% no mês e 10,16% no ano.

Expectativa para o futuro da economia brasileira

Sidney Lima, analista de investimentos da Ouro Preto Investimentos, destaca que a elevação da Selic encarece o crédito e pode reduzir o consumo, desacelerando a economia no médio prazo. No entanto, ele ressalta que os efeitos dessa medida podem ser limitados caso não haja ajustes fiscais e um ambiente econômico mais confiável.

Por sua vez, o Fed, que também enfrentou desafios econômicos internos, sinalizou a possibilidade de dois cortes nas taxas de juros ainda este ano, destacando o aumento das incertezas econômicas nos Estados Unidos.

Impactos das políticas fiscais globais

Economistas alertam sobre o impacto das tarifas comerciais implementadas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que ainda afetam a inflação nos Estados Unidos, elevando os custos de produção e, consequentemente, os preços para os consumidores. As incertezas geradas por essas políticas também têm afetado a confiança dos consumidores, ampliando os temores de desaceleração econômica ou recessão na maior economia do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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