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CARESTIA


Em meio à disparada de preços dos combustíveis, presidente da Petrobras diz que “nada mudará”

| Por Redação

Bizarro. É o que se pode dizer da declaração do presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna, que em meio à disparada de alta do preço da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha, alguns dos principais insumos necessários para a vida das famílias brasileiras, disse que simplesmente não vai fazer nada para tentar mudar a situação.

Como se não fizesse parte de um governo que está no poder atualmente e como se não se importasse, o presidente da estatal de petróleo brasileira disse candidamente que o preço dos combustíveis vai continuar atrelado à flutuação do preço no mercado internacional e ao dólar. “Continuamos trabalhando da forma como sempre. A maneira que a Petrobras acompanha o preço da paridade internacional do [petróleo tipo] Brent, as mudanças em relação ao câmbio, a análise permanente para ver se isso são [fatores] conjunturais ou estruturais, essa mudança não existe”, afirmou.

À frente de uma estatal com grande participação de capital privado, que tem feito uma clara opção por dar lucro aos acionistas privados ao invés de procurar ofertar um preço menor nos combustíveis para a população brasileira, Silva e Luna insiste em dizer que apesar dos aumentos consecutivos se darem em decorrência da política de atrelamento dos preços a flutuação internacional do preço do barril do petróleo e da variação do dólar, em alta nos últimos tempos, a Petrobras seria a menor responsável pela formação final do preço dos combustíveis.

É claro que todos os cidadãos entendem que o valor cobrado pela Petrobras não poderia ser o total do preço cobrado nas bombas de gasolina, pois há outros custos, como transporte, distribuição e comercialização, além de impostos e contribuições estaduais e federais. Isso é o ululante óbvio!

Mas se esses custos, impostos e contribuições se mantem estáveis há anos, sem mudanças ou altas nos seus percentuais e valores, a misteriosa causa das altas de preço é outra: a famigerada política de atrelamento do preço da gasolina e do diesel extraído e consumido no Brasil ao preço internacional do petróleo e do dólar, uma política que só beneficia os tais acionistas, que ganham bilhões com a medida que encarece o preço dos combustíveis que usamos no dia-a-dia.

É como diria o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma fala recente. “Nada está tão ruim que não possa piorar”…

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