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Concessão do Ganha Tempo é anulada pelo Governo após indícios de fraudes


Investigações apontam para fraudes de cerca de R$ 13 milhões. Empresa diz que provas podem ter sido forjadas ou fabricadas.
| Fonte: da Redação NMT com G1/MT
(Foto: Lorena Segala / TV Centro América)

A Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão anulou, na última segunda-feira (3), o contrato com a concessionária Rio Verde, que administra as unidades do Ganha Tempo.

A decisão se deu após determinação judicial por indícios de fraude de cerca de R$ 13 milhões praticadas pela concessionária.

Os desvios começaram a ser investigados com a operação Tempo é Dinheiro, deflagrada em setembro do ano passado pela Delegacia de Combate à Corrupção. Na época, a Justiça bloqueou R$ 6 milhões, que até então era o valor estimado de prejuízo pelas fraudes.

No entanto, em dezembro, a Justiça determinou o bloqueio de mais R$ 6 milhões nas contas da empresa, pois identificou que o prejuízo dos desvio teria sido o dobro.

Por meio de nota, a empresa Rio Verde informou que apresentou à justiça materiais de que as provas podem ter sido forjadas ou fabricadas.

Segundo relatório da Controladoria Geral do Estado e da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão, o desvio ocorria por meio da emissão de senhas por atendimentos ‘fantasmas’, ou seja, que não foram prestados.

A decisão é parte do julgamento de representação da empresa ‘Shopping do Cidadão Serviços e Informática s/a’ que denunciou irregularidades na concorrência pública realizada em 2016 e vencida pela empresa Rio Verde.

Desde setembro, as unidades do Ganha Tempo são administradas pelo estado, após a operação da Policia Civil revelar as fraudes no sistema de emissão de senhas, e uso indevido de CPFs de pessoas que já haviam sido atendidas, multiplicando a quantidade atendimentos.

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